1. No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:
– Quantos rins nós temos?
– Quatro! – responde o aluno.
– Quatro? – replica o professor, um arrogante, daqueles que sentem prazer em gozar com os erros dos alunos.
– Tragam um fardo de palha, pois temos um burro na sala. – ordena o professor ao seu auxiliar.
– E para mim um cafezinho! – pediu o aluno.
– O professor ficou furioso e expulsou-o da sala.
– O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o ‘Barão de Itararé’.
– Ao sair, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o irritado mestre:
– O senhor me perguntou quantos rins ‘NÓS TEMOS’. ‘NÓS’ temos quatro:
dois meus e dois seus. ‘NÓS’ é uma expressão usada para o plural.
-Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
Moral da História:
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros.
2. Nem sempre os shoppings são utilizados para pesquisas de compradores, compras ou passeios. Muitas vezes, o consumidor entra lá para pagar uma conta, comprar um jornal, ir a uma farmácia, fazer uma compra rápida. Nesses casos, ele estaciona, entra e sai do shopping o mais depressa possível.
No Beira-Mar Shopping ele não pode fazer isso, porque as autoridades municipais, do alto do seu conhecimento das leis, não deixam.
3. Quem para na Rua Bocaiúva, por exemplo, está sujeito a uma multa ou a ouvir desaforo de taxistas. É que as autoridades municipais, do alto do seu conhecimento, decidiram transformar a rua Bocaiúva, bem em frente do Shopping, em ponto de taxi.
Um ponto que sempre tem espaço de sobra, porque o número de taxis é insuficiente para cobri-la por inteiro. Mas os taxistas, do alto dos conhecimento dos seus direitos – não querem saber. Esquecidos de que os que ali param por alguns minutos não atrapalham em nada e, afinal, podem ser seus Clientes depois, eles botam as pessoas para correr. Da maneira mais deseducada possível.
4. Mas o mais engraçado (engraçado?) disso é que bancos, farmácia, revistaria, Imperatriz Gourmet, áreas de prestação de serviços rápidos em geral, principalmente, parecem não perceber que estão perdendo com isso, porque se o consumidor encontra dificuldade para estacionar ali, procura o concorrente mais próximo.
5. Mas as autoridades, profundas conhecedoras da lei, os empresários, os conhecedores obedientes delas e os taxistas, proprietários do local, porque conhecedores dos seus direitos, mandaram a compreensão pras cucuias.
O consumidor que se dane.
