Dia da Imprensa | Fotógrafos, jornalistas e entidades se mobilizam em campanha para julgamento no STF
01 de Junho de 2021

Dia da Imprensa | Fotógrafos, jornalistas e entidades se mobilizam em campanha para julgamento no STF

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Na semana em que Daniel Campelo – cidadão que nem participava de manifestações em Pernambuco – perde o olho ao ser atingido por uma bala de borracha, disparada pela Polícia Militar, lembramos do fato ocorrido com o fotógrafo Alex Silveira, que também foi atingido no olho esquerdo no ano 2000 enquanto cobria um protesto de professores na capital paulista. Alex também perdeu o olho.

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Foto: Caio Guatelli 

Cidadãos em distintos tempos na história e localização geográfica, mas que viveram a mesma trágica experiência. O primeiro, com certeza, irá brigar por justiça. O segundo, ainda luta por ela.

Campanha em apoio ao fotojornalista

Para o caso de Alex, uma campanha em apoio ao fotógrafo já colheu perto de 400 assinaturas de jornalistas, artistas, fotógrafos e organizações da sociedade civil. Entidades de proteção aos direitos humanos, liberdade de expressão e de imprensa relançaram, nesta terça-feira (1º), Dia da Imprensa, uma carta pública pedindo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) corrijam as injustiças no caso do profissional.

O recurso questiona decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que decidiu pela culpa exclusiva da vítima, já que ele “teria permanecido no local do tumulto”, reformando a decisão de 1ª instância.

No dia 09 de junho (quarta), os ministros do STF devem julgar o Recurso Extraordinário Nº 1.209.429, que irá decidir a responsabilidade civil do Estado em relação ao fotógrafo.

A carta conjunta, subscrita por fotógrafos premiados como Sebastião Salgado, Mauricio Lima, Lalo de Almeida, Vitor Moriyana, Araquém Alcântara, Jorge Araujo e Rosa Gauditano, ressalta a importância do caso para a garantia de direitos fundamentais e o papel das forças de segurança durante protestos:

“Quando a polícia extrapola suas prerrogativas e reprime violentamente manifestantes e comunicadores, ignorando direitos consagrados pela Constituição Federal, é dever do Judiciário zelar pela garantia desses direitos, o que passa pela reparação das vítimas e pela responsabilização dos órgãos de segurança pública”.

Além de pessoas físicas e veículos, o documento é assinado por 42 organizações.

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