Depois de São Paulo, Florianópolis poderá enfrentar greve no transporte coletivo
23 de Maio de 2012

Depois de São Paulo, Florianópolis poderá enfrentar greve no transporte coletivo

Publicidade

 

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira no Terminal de Integração do Centro, na Capital, trabalhadores do transporte coletivo da Grande Florianópolis decidiram entrar em greve. Segundo o secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano (Sintraturb), Antônio Carlos Martins, o encontro reuniu cerca de 600 pessoas e a decisão foi unânime. 
 
Outras duas assembleias estão previstas para ocorrer ainda hoje. Uma por volta das 15 e outra às 19h. 
 
– Quem trabalha á tarde compareceu na reunião pela manhã. E quem trabahou pela manhã vai vir nas assembleias da tarde ou início da noite. Mas a tendência é que todos decidam pela greve, assim como ocorreu agora (pela manhã), quando todos votaram a favor — exlicou.
 
Segundo Martins, o sindicato da categoria tem cerca de 5 mil integrantes entre motoristas, cobradores e trabalhadores nas demais áreas. A greve deverá gerar transtornos na Grande Florianópolis.
 
– Nós colocamos as reivindicações, mas as empresas encerraram as negociações na segunda-feira. Então a categoria não tem outra saída. Estamos deixando avisado para que a população fique ciente e possa se organizar. Os ônibus não irão circular na segunda-feira — alertou.
 
O Sintraturb garante que o aviso de paralisação ocorrerá 72h antes do início do movimento. No domingo, a categoria será convocada apenas para aclamar a greve. Com isso, motoristas e cobradores deverão cruzar os braços a partir da 0h de segunda-feira. 
 
Impasse com empresas de ônibus:
Na última segunda-feira, rodada de negociações entre trabalhadores e empresas de ônibus terminou sem avanços. Na ocasião, a categoria já havia anunciado a possibilidade de greve.
 
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), Waldir Gomes, argumentou que as propostas para jornada de trabalho e aumento salarial são impraticáveis.
 
– Se eles entrarem em greve, vamos deixar a Justiça decidir — alega o presidente, que descarta a possibilidade de greve esta semana, já que a categoria precisa alertar a sociedade 72h antes, conforme prevê a legislação.
 
Principais reivindicações
Aumento salarial com base no INPC e mais 5%.
Redução da jornada de trabalho de 6h40min para 6h.
 
O que diz o Setuf
A redução da carga horária é inviável, pois exigiria a contratação de mais funcionários e as empresas não podem arcar com o custo.
A prefeitura já sinalizou que não vai mais autorizar aumento de tarifa.
 
Fonte: Diário Catarinense

 

Publicidade
Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter