Coronavírus SC | Projeto prevê testes em massa a custo baixo
03 de Abril de 2020

Coronavírus SC | Projeto prevê testes em massa a custo baixo

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Buscando identificar pessoas contaminadas por coronavírus em Santa Catarina com maior facilidade e em menor custo, a empresa de biotecnologia Neoprospecta, se uniu à Fundação CERTI, à FIESC e ao SESI para desenvolver um projeto de realização de testes moleculares tipo RT-PCR – que identificam material genético do vírus. Os testes serão realizados pela BiomeHub, spin-off da Neoprospecta focada no desenvolvimento e aplicação de tecnologia de NGS e bioinformática para área da saúde, que inclui apoio na investigação de doenças infecciosas de difícil diagnóstico. O objetivo do projeto é proporcionar de forma segura a retomada da atividade econômica da indústria, comércio e escolas, monitorando com precisão a evolução da contaminação.

Segundo Erich Muschellack, Superintendente Geral da CERTI, a ideia é testar na ordem de 10% da população do Estado, sendo parte significativa desse total repetida em intervalos de 15 ou 30 dias, a um custo médio de R$ 10,00 a R$ 20,00 por pessoa testada. A princípio, os testes serão destinados à indústrias, empresas e escolas.

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E, para alcançar o baixo valor, a estratégia é testar de uma vez amostras de grupos de 10 pessoas, como se fosse um teste individual, tendo custo de um único kit. Caso ninguém do grupo esteja infectado, o resultado será negativo para todos os indivíduos do grupo. Porém, se uma ou mais pessoas estiverem infectadas, o teste indicará positivo, sem identificar o portador da infecção, necessitando ser feito o teste molecular individual em todos os membros do grupo para identificar quem tem o vírus. Assim, o projeto permite obter uma cobertura maior da população testada a custo mais baixo.

“Esta estratégia do teste de grupo baseia-se na hipótese de que realmente uma parcela pequena da população encontra-se infectada, e, portanto, existe a expectativa de encontrar um grande número de grupos sãos”, explica Erich Muschellack.

Já está em desenvolvimento também um banco de dados com informações dos testes, integrado a um software de gerenciamento e acompanhamento que disponibiliza para empresas, governo, secretarias de saúde e demais entidades dados para tomadas de decisão. Estes dados vão auxiliar nos estudos endêmicos sobre o coronavírus e sua disseminação. O projeto também prevê aplicativo em celular para gerenciar as coletas, identificando usuário, localização, número de kits necessários em cada local, entre outras informações.

Muschellack conta que a iniciativa vem sendo recebida com grande interesse pelo setor produtivo. “Estamos conversando com governos e empresas dos mais diversos segmentos que já manifestaram interesse em apoiar financeiramente o projeto, entendendo que é de grande importância para a preservação de vidas e retomada da atividade econômica”, diz.

Mas, como trata-se de urgência, as empresas Neoprospecta e BiomeHub já estão instalando um novo laboratório de testes em Florianópolis, com capacidade de executar testes para 500 mil pessoas por mês com resposta em 24 horas. “Estamos estudando oferecer pacotes específicos para as empresas, para que possamos viabilizar os testes em larga escala”, finaliza o superintendente da CERTI.

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