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Estudar o comportamento dos usuários finais para conseguir criar soluções que permitam uma melhor experiência tornou-se a chave de um negócio bem sucedido. Se estamos falando de distribuição de conteúdo então, a coisa é ainda mais importante. Uma plataforma bem pensada pode ser a diferença entre reter ou não um espectador.
Confira a seguir as 5 tendências apontadas pelo Panorama Audiovisual que poderão afetar o setor de conteúdo pago para 2018.
1 – Era post-OTT
A indústria tradicional de televisão paga e os próprios consumidores já não podem distinguir entre os serviços tradicionais de TV e OTT. Os dois se converteram em sinônimos: a televisão é simplesmente televisão, sem importar como se distribui ou consome. Como parte dessa tendência, mais operadores buscarão aproveitar ambientes escaláveis, flexíveis, ágeis e baseados na nuvem, migrando efetivamente para a entrega de IP para oferecer o conteúdo e a experiência que os consumidores desejam.
Enquanto a televisão IP será a rainha, os ambientes legados continuarão coexistindo de forma inteligente com a nova infraestrutura durante algum tempo. A capacidade de integrar facilmente produtos OTT em plataformas de televisão paga também terá um papel importante nas estratégias futuras. Por exemplo, alguns operadores estão aproveitando as tecnologias nativas de IP, como Android TV, mas terão que integrá-las em uma solução que permita combinar o OTT e o conteúdo de TV tradicional com uma experiência coerente.
2 – Experiência de usuário personalizada
Durante anos, a UX (experiência do usuário) para os serviços de televisão paga têm sido relativamente simples, seja com formatos EPG ou baseados em aplicativos. Infelizmente, nenhuma dessas opções cria uma experiência de usuário completamente livre de fricção quando o volume de conteúdo aumenta. Por isso, a indústria está adotando o lema de que o cliente tem o controle total.
Com as necessidades únicas de cada pessoa sobre como, quando, onde e o quê olhar, a indústria está dando as boas-vindas a uma intersecção de viagens de clientes e desenho UX. Os operadores que oferecem várias opções de viagens únicas que satisfazem a demanda individual e os tipos de consumidores sairão ganhando. Fundamental para isso são os desenvolvimentos das VUI (interfaces de usuário de voz), inteligência artificial, aprendizagem automática e também realidade virtual e realidade aumentada, assim como as tecnologias IoT. Essas novidades não só irão melhorar a UX como também impulsionarão a monetização, além de ajudarem a otimizar a eficiência operativa no back-end.
3 – Pirataria
Desde a captura de novas audiências por meio dos dispositivos eletrônicos até o desafio da pirataria de conteúdos, existe uma imensa quantidade de oportunidades e novos desafios para os proprietários de conteúdo e o mercado de TV paga.
Nos últimos anos, temos visto que os conteúdos esportivos ao vivo sofreram muito nas mãos dos métodos de pirataria cada vez mais avançados. Em 2018, a proteção ao conteúdo esportivo ao vivo se volta a favor da indústria e, em última estância, do consumidor. Os provedores de serviços lutarão contra a pirataria IPTV e Kodi add-on com proteção de valor de conteúdo de extremo a extremo, aplicando um enfoque de ciclo fechado que assegura e marca o conteúdo, permitindo o monitoramento e ações contra a pirataria.
4 – Análises, big data e inteligência artificial
Os modelos e serviços de negócio em evolução da TV paga se centrarão em plataformas sofisticadas que aproveitam a inteligência de dados e a inteligência artificial para permitir aos operadores pilotarem seu negócio e tomarem melhores decisões estratégicas. Isso pode incluir compreender os gostos dos telespectadores e recomendar ações que aumentam tanto a satisfação do cliente quanto os resultados dos operadores. Aqueles que tomam os passos proativamente para incorporar visibilidade e inteligência no comportamento do consumidor sairão à frente em 2019.
5 – Novos modelos comerciais
Os provedores de serviços de televisão paga estão trabalhando para segmentar o mercado, oferecendo pacotes ajustados e ofertas OTT flexíveis para afastar os telespectadores do corte de cabos e impulsionar ingressos adicionais. Além disso os serviços virtuais de MVPD estão expandindo a sua base de assinantes no mercado EE. UU. (Sling TV, Hulu Live, PlayStation Vue…). Podemos esperar que essa tendência continue desenvolvendo-se globalmente ao longo de 2018, especialmente em regiões onde os términos de licença de conteúdo dão lugar a novas opções de modelos de negócios.
Ivan Verbesselt, vice-presidente sênior de marketing da empresa, destaca que há possibilidades significativas para aqueles que evoluíram com as mudanças que estão acontecendo na indústria. “Ao compreender as tendências que estão surgindo no ecossistema de televisão e entretenimento, os operadores de televisão paga, os broadcasters e os proprietários de conteúdo podem tomar decisões empresariais inteligentes que construirão o cenário televisivo de amanhã”.
