por Aroldo Manoel Vieira*

Há muito tempo ouvi de um grande executivo e mestre natural em comunicação que nas empresas a comunicação ou falta ou é falha. De lá para cá, enquanto os meios de informação explodiram, tanto em variedade quanto em quantidade, na mesma proporção cresceu a queixa da falta dela entre os que convivem. E no ambiente de trabalho não é diferente. As empresas oferecem muitos meios tecnológicos, mas se esquecem de que comunicação é uma necessidade humana afetiva.
É preciso escutar mais e a melhor forma para isso é olho no olho. Os líderes das empresas, de todos os escalões devem criar espaços, ainda que breves, para passar suas mensagens e ouvir as equipes. As formas não pessoais, como e-mails, comunicados, jornais internos, televisão e até rádios corporativas precisam ser usados, principalmente em grandes equipes, mas sem se esquecer do contato pessoal.
Escutar mais significa participação e respeito à pessoa. A consequência, obviamente, cria motivação e engajamento. E pessoas motivadas colaboram mais e geram mais resultados.
O feedback dos colaboradores é essencial e, para isso cada líder deve se reunir com sua equipe e deixá-la falar. Mas não pode ser aquele tipo de encontro onde somente o chefe fala. Isso ele já faz todos os dias dando ordens e cobrando resultados.
O conhecido café com o presidente ou programas de boas ideias e sugestões são opções válidas, mas complementares. Se o chefe imediato não se comunica adequadamente com a sua equipe ou se o líder não as escuta no dia a dia, as medidas não vão resolver o problema.
Escutar os colaboradores é fundamental, mas é apenas um dos passos. Na sequência é preciso dar soluções ou respostas adequadas a cada questão pontuada. É válido ressaltar que, em certos momentos das empresas, nem tudo tem solução e isso não é o fim. Nesses momentos o mais importante é dar atenção ao que as pessoas falaram e isso toda empresa pode dar e não custa nada.
* Aroldo Manoel Vieira é consultor da SBA Associados e especialista em gestão humana e processos.
