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Como a IA pode transformar o jornalismo?
15 de Dezembro de 2025

Como a IA pode transformar o jornalismo?

Dicas para jornalistas e portais que desejam incluir a ferramenta na rotina

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Imagem: iStock

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O jornalismo vive um momento de reinvenção: entre o receio de perder o olhar crítico e a urgência de se adaptar às novas ferramentas.. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma grande aliada, capaz de formular boletins em tempo real, atualizar notícias e executar tarefas repetitivas, permitindo que as redações foquem em análises mais profundas e histórias que exigem sensibilidade e julgamento humano. E quem resiste à adoção da IA , está ficando para trás: quase 70% das agências de comunicação já utilizam a tecnologia em seus processos de trabalho, segundo o Anuário da Comunicação Corporativa da Mega Brasil.

Para alcançar bons resultados, o segredo está na forma como o profissional se comunica com a tecnologia. De acordo com Felipe Ladislau, CAO da PYXYS, mediatech que conecta informação, dados e tecnologia para fortalecer o ecossistema de mídia para publishers, a chave para usar a IA está formulação do comando, ou prompt, que precisa ser claro, específico e contextualizado, além de indicar o tom de voz e o formato desejados. Para o especialista, mesmo com o melhor comando, a visão humana ainda é imprescindível para um bom conteúdo:

“A IA atua como um assistente, e não como um substituto para a equipe editorial. A autoria final, a visão crítica e a responsabilidade pelo conteúdo permanecem humanas. Além disso, o toque humano assegura a adição da voz e da perspectiva editorial única do portal, bem como o ajuste de nuances e tons que a IA ainda não domina plenamente.”, aponta Felipe Ladislau, CAO da PYXYS.

De acordo com Ladislau, quando bem aplicada, a IA não apenas acelera o trabalho, mas amplia o impacto editorial e estratégico dos portais. Ele aponta pelo menos 5 principais benefícios da adoção de IA por publishers.

Produtividade e escalabilidade

A IA automatiza tarefas repetitivas, como pesquisa preliminar e criação de rascunhos, além da atualização de conteúdos e adaptação de textos para multiplataformas. “Assim, a equipe pode se concentrar em apuração, análise e curadoria, o que permite produzir mais em menos tempo”, explica o CAO da PYXYS.

Consistência e padronização da marca

Treinada com o de redação e o guia de estilo do portal, a IA pode revisar conteúdos e ajudar a manter o tom de voz e o estilo editorial uniformes, mesmo em equipes grandes, fortalecendo a identidade da marca.

Personalização em massa

A tecnologia pode ser usada para analisar o comportamento do leitor e recomendar conteúdos relevantes, aumentando o engajamento e o tempo de permanência no site. “Essa é uma das saídas para aumentar a visualização de mídias programáticas e anúncios que reflete diretamente na receita do portal”, comenta Ladislau.

Apoio à geração de ideias

A IA ajuda a superar bloqueios criativos, fazendo pesquisas, sugerindo pautas, títulos e rascunhos iniciais que servem de ponto de partida para o time editorial.

Redução de custos operacionais

Ao otimizar tarefas, a IA permite uma alocação mais eficiente de recursos e potencial redução de custos, abrindo espaço para investimentos estratégicos.

Para incorporar essas vantagens à rotina, Ladislau também sugere uma lista com as principais IAs para jornalistas. Entre as ferramentas mais utilizadas para incorporar inteligência artificial ao processo de produção de conteúdo estão os geradores de texto e assistentes de escrita, como ChatGPT e Google Gemini, que auxiliam na criação de rascunhos, resumos e ideias, além de apoiarem o brainstorming de pautas. Outra solução que está ganhando popularidade nas redações é o NotebookLM da Google, a ferramenta ajuda jornalistas a lidarem com altos volumes de informação, podendo fazer uploads de arquivos em PDF gigantescos, arquivos de áudio e de vídeo ou mesmo links de portais e Youtube. Com essa ferramenta o jornalista pode “entrevistar” seus materiais sem correr riscos da IA alucinar e o levar a informações falsas ao mesmo tempo que dá agilidade no tratamento de grandes volumes de dados..

Já para estratégias de SEO, importantes para aumentar a visibilidade online em mecanismos de busca, as ferramentas com inteligência artificial também têm destaque. Segundo o especialista, plataformas como Niara, que analisam concorrentes, avaliam o content score e auxiliam na pesquisa de palavras-chave, ajudando jornalistas e redatores a estruturar conteúdos mais otimizados. Já soluções como SEMrush e Ahrefs, permitem realizar análises de tópicos, acompanhar o desempenho orgânico e identificar oportunidades de melhoria em tempo real.

A combinação entre conteúdo, dados, tecnologia e olhar humano vai definir o presente e o futuro da produção de conteúdo. Para Felipe Ladislau, o uso responsável e estratégico da inteligência artificial não substitui o papel do jornalista, mas amplia o seu alcance e potencial criativo. “Não podemos ignorar as tecnologias que vem surgindo. A IA, quando bem aplicada, devolve tempo e foco ao profissional. Isso permite que o profissional se concentre no que faz o jornalismo ser essencial: investigar, contextualizar e contar boas histórias”, finaliza o CAO da PYXYS.

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