A Semana de Comunicação da Faculdade do Povo de São Paulo (FAPSP), recebeu a comentarista esportiva Marília Ruiz para falar sobre as dificuldades que a mulher enfrenta na área.
A jornalista, que já passou por diversos veículos como Folha de S.Paulo, Rede TV, CNT, Record, Band, Bandnews FM e Lance, disse “Eu me considero uma pessoa que tem que estar sempre bem preparada, porque a cobrança, em relação a mim, é maior”, contou Marília, que estava acompanhada do colunista Vitor Guedes, do Agora São Paulo e professor da FAPSP.
Marília esclareceu que fazer jornalismo esportivo vai além do gostar, destacando que todo mundo se acha especialista em esportes. “Falar quanto foi o jogo é muito fácil, todo mundo comenta isso. Quem gosta de futebol precisa estudar, se você não sabe a história, você não sabe futebol”, complementou.
Marília ainda afirmou que ainda há preconceito e confessou já ter sido tratada de forma diferente. Segundo ela, a mulher tem que lidar com o machismo do entrevistado e de alguns colegas de trabalho, descrentes de que a jornalista possa dominar o assunto esporte. “Sempre perguntam se eu conheço a lei do impedimento”, disse aos risos. Com 16 anos de carreira, a comentarista disse que “aos poucos as pessoas começam a entender que a questão de gênero é o menos importante”. O que vale é dominar o que você faz.
Ela aconselhou os estudantes a investirem no gênero reportagem, aproveitarem as ferramentas que existem, como a internet, para, assim, construírem sua marca. Segundo ela, para trabalhar com jornalismo, é preciso se reinventar, pois não existe mais jornalista de uma única mídia. “Temos que ter em nossas mãos as rédeas do nosso futuro”.
Mesmo com os desafios da profissão e a forte concorrência, a jornalista encerrou a palestra ao declarar sua paixão pelo que faz: “eu nasci para isso, o que mais gosto no jornalismo é o fato de que não há rotina. Todos os dias temos a página em branco para escrever. Todos os dias as histórias são diferentes”.
Com informações: Portal Comunique-se
