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Marília Ruiz afirma que ainda sofre preconceitos por trabalhar na área de jornalismo esportivo
07 de Outubro de 2015

Marília Ruiz afirma que ainda sofre preconceitos por trabalhar na área de jornalismo esportivo

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A Semana de Comunicação da Faculdade do Povo de São Paulo (FAPSP), recebeu a comentarista esportiva Marília Ruiz para falar sobre as dificuldades que a mulher enfrenta na área.

A jornalista, que já passou por diversos veículos como Folha de S.Paulo, Rede TV, CNT, Record, Band, Bandnews FM e Lance, disse “Eu me considero uma pessoa que tem que estar sempre bem preparada, porque a cobrança, em relação a mim, é maior”, contou Marília, que estava acompanhada do colunista Vitor Guedes, do Agora São Paulo e professor da FAPSP.

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Marília esclareceu que fazer jornalismo esportivo vai além do gostar, destacando que todo mundo se acha especialista em esportes. “Falar quanto foi o jogo é muito fácil, todo mundo comenta isso. Quem gosta de futebol precisa estudar, se você não sabe a história, você não sabe futebol”, complementou.

Marília ainda afirmou que ainda há preconceito e confessou já ter sido tratada de forma diferente. Segundo ela, a mulher tem que lidar com o machismo do entrevistado e de alguns colegas de trabalho, descrentes de que a jornalista possa dominar o assunto esporte. “Sempre perguntam se eu conheço a lei do impedimento”, disse aos risos. Com 16 anos de carreira, a comentarista disse que “aos poucos as pessoas começam a entender que a questão de gênero é o menos importante”. O que vale é dominar o que você faz.

Ela aconselhou os estudantes a investirem no gênero reportagem, aproveitarem as ferramentas que existem, como a internet, para, assim, construírem sua marca. Segundo ela, para trabalhar com jornalismo, é preciso se reinventar, pois não existe mais jornalista de uma única mídia. “Temos que ter em nossas mãos as rédeas do nosso futuro”.

Mesmo com os desafios da profissão e a forte concorrência, a jornalista encerrou a palestra ao declarar sua paixão pelo que faz: “eu nasci para isso, o que mais gosto no jornalismo é o fato de que não há rotina. Todos os dias temos a página em branco para escrever. Todos os dias as histórias são diferentes”.

Com informações: Portal Comunique-se

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