Há livros que merecem ser lidos e relidos ao longo do tempo para que não nos esqueçamos, nunca, das mensagens expostas. Seus autores são pessoas que, com certeza, conseguiram visualizar o futuro e o deixaram expressos em livros. Neste elenco de escritores cito, sem esquecer os demais que ousaram no tempo, George Orwell e Aldous Huxley.
Só para citar um exemplo, o livro Admirável Mundo Novo foi escrito em 1932 e ambientado na Londres de 2540. A produção de crianças em série e com destinação do que farão na sociedade (Alfa, Beta e Gama), a eutanásia obrigatória e espontânea ao atingir a idade limite de vida independente de seu estado de saúde e, a dose diária de soma que ajuda a manter elevado o espírito de todos. A visão do autor começa a se tornar realidade em um mundo cada vez mais tecnológico e, digamos, que se desumaniza a passos largos.
Em 1984, livro de George Orwell, mais atual que nunca, há um conceito que propõe a limitação da linguagem como forma de submissão do povo. Portanto, nada mais natural do que regimes autoritários induzam o povo ao uso de linguagem chula e aceitem como normal os erros gramaticais alegando que a forma como se fala deve ser respeitada e aceita. Assim começa o “nivelar por baixo”.
Outro conceito exposto no mesmo livro é o de duplipensar. Faça com que as pessoas sejam confundidas invertendo a ordem das coisas. O que se vê hoje, em vários locais pelo mundo, são estes conceitos se transformando em realidade. Inverta-se o que está acontecendo; transforme a mentira em verdade; repita-a tantas vezes que ela se transformará em realidade.
As mídias sociais estão, a cada dia, nos mostrando o nível de alheamento e ignorância do povo. Jovens com telefone celular e uma pauta estão realizando entrevistas rápidas com outros jovens pelas ruas das grandes cidades. Perguntas óbvias, respostas esdrúxulas! Ao perguntar qual a sequência de uma música, a entrevistada respondeu incontinenti; ao pedir para cantar o início do Hino Nacional, silêncio!
Poderia ficar relatando inúmeros casos que, diariamente, são publicados nas mídias sociais. Triste é ver a juventude, totalmente, alienada. Enquanto a Inteligência Artificial começa a fazer parte do cotidiano e a substituir humanos nas atividades profissionais, os jovens cada vez mais aprofundam sua ignorância deixando-se levar por influenciadores.
Ainda bem que tem países que acordaram a tempo para o problema. Retornar à velha e boa escrita, ler bons livros, debater os assuntos atuais e que interferirão em suas vidas parece ser um bom caminho. Os países nórdicos largaram na frente, quem sabe o Brasil segue o exemplo. O idioma pátrio agradecerá a cada brasileiro que dele fizer bom uso!
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