A Rede de Notícias ACAERT – RNA promoveu, na última segunda-feira, 30, mais uma edição do ”Coletiva ACAERT”, que destacou dados do Mapa do Feminicídio, produzido pelo Ministério Público de Santa Catarina – MPSC.
A transmissão ao vivo do programa via Zoom e Youtube contou com a participação de 134 emissoras de rádio associadas.
Participaram da entrevista com o jornalista Kadu Reis, da RNA, a Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, a Coordenadora-Geral do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), Promotora de Justiça Chimelly Marcon, e o Coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais, Promotor de Justiça Simão Baran Junior, responsáveis pela construção do Mapa.
De acordo com o MPSC, o “programa Coletiva ACAERT é um dos principais espaços de diálogo com a imprensa catarinense, permitindo que temas de interesse público sejam debatidos de forma ampla e acessível à população”.
Alguns dos indicativos mais relevantes do levantamento, que apontam que o feminicídio em Santa Catarina mantém forte vínculo com relações afetivas, mesmo quando os relacionamentos já haviam sido encerrados: 71% dos casos são classificados como feminicídios íntimos, cometidos por companheiros ou ex‑companheiros.
Pautas
O ‘Coletiva ACAERT’ é uma iniciativa da RNA que sempre traz temas relevantes que possam ser compartilhados com as associadas. Um dos destaques é a possibilidade dos jornalistas das emissoras participarem com perguntas aos convidados. A *primeira edição foi realizada há dois anos*, com o debate sobre a situação da dengue no estado, com representantes da secretaria estadual de Saúde. A periodicidade varia conforme a pauta do momento.
De lá para cá, já participaram do ‘Coletiva’ o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello e integrantes do Tribunal Regional Eleitoral – TRE/SC (para falar sobre eleições). Também foram temas a implantação do novo sistema de atendimento da Celesc e o balanço dos investimentos em infraestrutura no estado.
“Neste projeto nós temos dois olhares e direcionamentos importantes: o primeiro é proporcionar uma conexão direta, facilitando o espaço de diálogo, para que os jornalistas das emissoras associadas possam esclarecer as dúvidas pertinentes ao seu município ou região direto com as autoridades”, destaca a coordenadora de Conteúdo da ACAERT, Melina Cauduro. “Ao mesmo tempo, destacamos às instituições a força do rádio e a credibilidade da comunicação em Santa Catarina, ampliando o acesso da população às informações corretas e de qualidade”.
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