Hoje, dia 25 de fevereiro, chega às bancas da França a segunda edição do jornal satírico francês Charlie Hebdo após atentado à redação em Paris, no dia 07 de janeiro, e terroristas terem matado 12 pessoas.
A capa desta semana mostra um cachorrinho carregando em sua boca um exemplar de Charlie Hebdo, fugindo de diversos cães raivosos; alguns deles representados por Marine Le Pen, líder da ultradireita francesa, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, o Papa Francisco, e um jihadista com um fuzil entre os dentes.
Com fundo vermelho, e traços em preto e branco, o desenho foi feito pelo cartunista Luz. No canto direito da capa aparece a frase “…C’est Reparti!”, ou, traduzindo para o português, “…Aqui vamos nós outra vez!”.
A nova edição, que já é a número 1.179, terá uma tiragem de apenas 2,5 milhões de exemplares. A anterior, que foi a primeira após o ataque e estava sendo esperada por todo o planeta, teve uma tiragem de 8 milhões. Antes do atentado o normal era 60 mil exemplares. Há males que vêm para o bem. Se antes os terroristas não queriam que publicassem ou vissem as sátiras do Charlie Hebdo, agora, por causa deles, o mundo inteiro está de olho, curioso para saber a cada nova edição o que estão publicando. Vitória para a liberdade de expressão, vitória para o Charlie Hebdo.
O cartunista Riss, que trabalha no jornal francês “Libération” (a sede deste jornal abriga o que sobrou da equipe do Charlie Hebdo), diz que “O sentido deste número é dizer que ‘a vida continua'”.
Esperamos que a liberdade de expressão seja mais respeitada, e que “a vida continue” em todos os sentidos possíveis. Sem mais mortes de profissionais da Comunicação.
Quem tiver interesse em receber o jornal virtualmente (em francês), está disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) e Android, para assinar.
Ainda não se tem notícia de uma possível venda no Brasil.
Edição 1.178, primeira após o atentado. Tiragem de 8 milhões de exemplares, e traduzido para 16 idiomas.
Capa da edição nº 1.057, inaceitável, segundo os terroristas, por ter colocado um rosto em Maomé. Após esta edição, o jornal começou a sofrer ameaças.
Outros posts do AcontecendoAqui sobre o tema:
Homens armados matam 12 pessoas em atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo
Chargistas protestam na internet contra atentado ao jornal Charlie Hebdo
Charlie Hebdo: Ataque terrorista ou xenofobia à flor da pele?
Observatório da Imprensa discute atentado ao jornal Charlie Hebdo nesta terça
Capa do jornal Charlie Hebdo após o atentado apresenta nova charge de Maomé
Jornal Charlie Hebdo chega ao Brasil pelas mãos da distribuidora da Abril
Todo mundo é Je Suis Charlie ou esqueceram o não?

