O jornalismo proporciona aos espectadores o contato com realidades e culturas diferentes. Nesse aspecto, o profissional de comunicação tem papel fundamental na transmissão das informações, para isso nada mais justo do que experienciá-las. E foi o que fez o repórter Rodrigo Lopes do jornal Zero Hora. Ele esteve por sete dias em Bagdá, no Iraque, para contar como é o cotidiano de quem convive com a constante ameaça de bombas. Na imersão à realidade de insegurança, Rodrigo foi o primeiro jornalista brasileiro a chegar a Ramadi, onde, a dois quilômetros dali, tremula a bandeira do Estado Islâmico, símbolo de opressão e medo. O relato estará no caderno DOC que circula no próximo final de semana.
Durante a semana em que Rodrigo esteve no Iraque, não houve um dia sequer sem explosões. Justamente no período, ocorreu o maior atentado registrado em 2016, que atingiu três regiões do país, entre elas a favela Cidade Sadr, com mais de 2,5 milhões de habitantes, um dos locais percorridos pelo jornalista.
Em meio à cobertura, após uma primeira tentativa abortada por falta de segurança, o repórter, juntamente com o exército iraquiano, foi de helicóptero a Ramadi, a capital simbólica do Estado Islâmico, alvo de mais de 600 bombas – uma batalha no dia anterior à visita terminou com a morte de 17 soldados. Foram 45 minutos de voo mais um trajeto em comboio blindado. Nenhum outro jornalista brasileiro chegou tão perto da região, que por oito meses ficou sob o domínio absoluto de grupos terroristas.
– Foi a experiência mais incrível da minha carreira. Tudo tinha que ser muito calculado, planejado. Havia o medo de sequestro, de estar no lugar errado na hora errada. Tem que lidar o tempo todo com o inesperado – conta Rodrigo.
Em formato de diário, “Bagdá 7 dias na metrópole mais perigosa do mundo” estará distribuída em 18 páginas do caderno DOC e em um especial digital (com fotos 360º, vídeos especiais, textos, mapa interativo e linha do tempo).
– É um trabalho muito autoral, mas que narra em paralelo histórias das pessoas juntamente com o contexto histórico – afirma Rodrigo.
Segundo o vice-presidente Editorial do Grupo RBS, Marcelo Rech, o investimento em coberturas como essa tem como objetivo oferecer ao público um conteúdo relevante e diferenciado sobre temas mundiais:
– Ao trazer fatos e situações de outros países com olhar próprio, valorizamos a relação de confiança do público de que encontrará um conteúdo exclusivo e diferenciado em nossos veículos. Com esse olhar único, também aproximamos do público fatos e situações que moldam a história e, de uma forma ou de outra, afetam nossa vida.
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