É festa? Tudo é festa quando se faz com alegria e contentamento. Quando essa festa comemora um evento de 50 anos de realizações os motivos, então, podem ser muitos e variados. Ainda mais quando se trata de uma agência que nasceu em 1962 e começou operacionalmente no ano seguinte de maneira muito modesta instalada em duas pequenas salas alugadas num dos poucos edifícios comerciais do centro da cidade de Florianópolis.
A Capital Catarinense nesse período tinha no serviço público (municipal, estadual e federal) e no comércio suas principais fontes de riqueza econômica. Os serviços de comunicação eram poucos e precários: dois jornais diários compostos, letra por letra, que depois eram fundidas nas linotipos do início do século XX e impressas em toscas máquinas rotoplanas que nos anos 1970 foram substituídas pelas atuais rotativas do off set de múltiplas cores e mais dois ou três pequenos jornais de ocasião que surgiam com as campanhas eleitorais e desapareciam afogados nas dívidas dos candidatos derrotados.
Na mídia impressa, da Revista Sul – de repercussão nacional de 1948 a 1958 – pouco ou nada mais restava e o que restava em parte foi sepultado nas sombras das noites de vento sul da ditadura implantada em 1964.
Florescia, porém, o rádio e com ele chegavam as notícias políticas, econômicas e sociais que movimentavam a Nação no dia a dia do cotidiano nacional. Rádios Nacional, Mayrink Veiga e Tupi do Rio de Janeiro e as paulistas Record, Tupi e Difusora de São Paulo povoavam os aparelhos receptores que vistosos se abrigavam nas salas de visitas de pobres, remediados, ricos, ricaços e riquinhos.
Também brilhavam as emissoras locais: a pioneira Guarujá, desde 1943; a Anita Garibaldi, Diário da Manhã e Jornal A Verdade da década de 1950 e a mais recente Rádio Santa Catarina lançada ao ar em 1962.
Nesse clima e já sentindo os efeitos da televisão implantada nas capitais vizinhas: Piratini e Gaúcha em Porto Alegre e Emissora Paranaense, canal 12 em Curitiba, todas com possibilidade de sintonia em partes do estado de Santa Catarina, os publicitários pioneiros daqui se assanhavam procurando conhecer o novo veículo de comunicação e suas repercussões junto a população do litoral, do Vale do Itajaí e norte catarinense.
Foi assim que essa agência que hoje beira os 50 anos, cedeu um de seus fundadores para dirigir a TV Florianópolis de curta duração, mas que serviu como suporte de motivação para que outros empreendimentos se instalassem e tivessem sucesso como a TV Coligadas de Blumenau e TV Cultura de Florianópolis.
Foi também essa agência que investiu na instalação de um circuito fechado de TV em 1968 quando da realização de uma feira de indústria e comercio realizada no Campus da Universidade Federal de Santa Catarina. Além de uma programação de filmes e notícias – toda comercializada ao vivo – a TV Fainco produziu e transmitiu o show de lançamento da primeira gravação comercial do Rancho do Amor à Ilha, música de Zininho interpretada por Neide Maria Rosa e o Conjunto paulista Os Titulares do Ritmo.
Essa mesma agência criou o concurso Cidadã Samba lançado no dia 14 de fevereiro de 1963, data de sua fundação.
Essa agência nasceu e foi batizada com o nome de A. S. Propague Ltda., fundada por Rozendo Vasconcellos Lima e Antunes Severo; hoje Propague. Tão simples e singela como no seu início e sempre muito competente.
A respeito dessa agência mestre Emílio publicou no dia 10 de maio passado a seguinte informação:
“Um briefing-almoço reuniu hoje a “força tarefa” que vai assessorar Roberto Costa, presidente da Propague, de Florianópolis, na programação de comemorações do 50º aniversário da agência. Presentes (…) Roberto Costa, George “Picolé” Peixoto (ex-diretor de arte e criação), Emilio Cerri (ex-diretor de criação), Antunes Severo (fundador) e Francisco “Chico” Socorro (ex-diretor executivo). Todos ajudaram a fazer a história de sucesso da empresa. A Propague conta hoje com 60 profissionais em unidades de negócios de publicidade, promo, marketing esportivo e digital. (Via ComGurus)
Até semana que vem, neste mesmo Ponto de Encontro.
