“Bodas de ouro, final da primeira e última parte.”
26 de Agosto de 2011

“Bodas de ouro, final da primeira e última parte.”

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Conservei o título até aqui para sinalizar a mudança que decidi fazer. Seguinte: o projeto de comemoração dos 50 anos da Propague está iniciando os seus primeiros passos e o assunto Propague, então deverá se estender pelos próximos dois anos e o objetivo da coluna é mais geral. Então hoje, escudado nas lembranças que mantenho da primeira fase da agência, partilho com você esse legado que é boa parte da riqueza de minha vida.

O primeiro funcionário contratado com carteira assinada da A.S. Propague  chama-se Moacir Vasconcelos Lobo – não é parente do Rozendo e até o Vasconcelos é com um “l” só. O Moacir que já era nosso conhecido desde os tempos de Rádio Diário da Manhã é filho da Dona Gení, a mulher do cafezinho que também cuidava da limpeza e do asseio de todos nós. Então  contratamos o Moacir para “fazer as voltas” que são típicas da função de um estafeta. 
 
Como as voltas eram muitas – cobrança, pagamentos, leva material para gravar, arte final para fazer clichê, busca no correio a composição que foi mandada para fazer em São Paulo… – compramos uma lambreta (moto) para o Moacir pilotar. Ele foi o primeiro a dirigir um veículo na agência. O meu primeiro carro eu só fui comprar em 1975 quando completei 41 anos e o Rozendo, por decisão própria, nunca dirigiu. Aliás, nesse particular o George Peixoto (Picolé) e o Luciano Corbeta também nunca pegaram no volante.
 
O Luciano José Corbeta, para quem ainda não sabe ou não se lembra, foi o primeiro diretor de arte da A.S. Propague. E o conheci quando trabalhamos na Rádio Difusora Itajaí em 1960. Ele entrou como rádio-escuta (que grava os noticiários das outras emissoras e copia para leitura dos locutores), mas já era exímio criador de histórias em quadrinhos e havia ilustrado o primeiro livro do Silveira Júnior. Então o convidei e ele veio para Florianópolis trabalhando no jornalismo da Rádio Santa Catarina e no departamento de arte da agência.
 
Corbeta, aposentado há alguns anos, continua em Florianópolis fazendo o que mais gosta: criar e desenhar histórias em quadrinho. 
 
Dessa leva de primeira fornada, independente do pessoal da Padrão Produções Sonoras, vale lembrar as primeiras secretárias – foram três e muito marcantes.
 
A primeira, Maria de Lara, locutora da Rádio Guarujá, permaneceu pouco tempo, pois voltou para trabalhar em Joaçaba, juntamente com o marido que era também locutor. A segunda, foi a Ana Catarina de Oliveira que posteriormente virou Corbeta casando com o Luciano; e a terceira foi a Sirlei Lúcia Pedot que fez carreira na casa chegando à gerência administrativa da A.S. Propague. A Lúcia com o seu jeitão de mãe comedida e competente foi o nosso anjo da guarda por muito tempo. Aliás, no tempo da Lúcia nós mantivemos um diferencial que marcou uma boa etapa da agência: os cargos e funções estavam equitativamente distribuídos – metade para cada sexo.
 
E com mais essa vou chegando. Até a próxima semana aqui nesse nosso Ponto de Encontro.

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