Em recente matéria a revista About (SP) mostra a lista das 20 agências “que permanecem operando com os mesmos nomes (bem) como aquelas que deram continuidade, por aquisição ou fusão. São agências com quarenta anos ou mais de funcionamento. Entre elas está a Propague e com mais uma vantagem: é uma das cinco “que continuam com o mesmo nome mas passaram por mudanças de controle acionário: Adag, Artplan e Exclam (essas duas ex-houses), Propague e Propeg.
Falei em vantagem. Falei porque a revista pergunta: Tradição é vantagem competitiva? Das respostas destaco duas que tenho como fundamentais. A da DPZ quando diz: “O tempo no mercado não define se uma agência é boa ou não, mas sim tempo aliado ao que ela fez no passado recente e atualmente”. A da Propague quando afirma categoricamente: “Existe muita vantagem competitiva em termos de confiança e reputação (…) mas, ao mesmo tempo exige continuado processo de atualização”.
Mas, no fundo o que fica? É a pergunta seguinte da reportagem. Novamente fico com as respostas que mais estão próximas do que penso. A DPZ, com sua habitual contundência diz: “Uma agência de propaganda se constrói com base em alguns valores. Eles não podem ser mutantes, nem mutáveis, senão não existe DNA. Há na DPZ princípios gravados a fogo em sua trajetória: ética, originalidade, verdade, bom gosto”. Observe que a criatividade ficou de fora. Para mim, há muita coerência na resposta: criatividade é mais do que qualidade, é obrigação.
Há mais adiante, no depoimento da DPZ outra postura que me encanta: “Há no mercado confusão entre valores e formas de atuação. As mudanças tecnológicas, por exemplo, impõem às agências formas novas de atuação, de abordagem dos desafios. Mas é só uma maneira de trabalhar diferente. Os valores se mantêm inalterados”.
Por sua vez, a Propague aborda o tema salientando que esforços de reposicionamento são inevitáveis, ao longo dos anos: “O atual ‘impacto criativo’ mostra uma agência multidisciplinar, perfeitamente afinada com os novos desafios tecnológicos e de comportamento do consumidor”. E conclui: “Mas continua convicta da força decisiva das boas ideias”.
No item contas e trabalhos memoráveis a Propague reverencia “Os mais de cem lançamentos imobiliários para duas das maiores incorporadoras do Estado: A. Gonzaga e Ceisa; o posicionamento e expansão de negócios da Cecrisa e da Portobello, duas das maiores cerâmicas brasileiras; a introdução do Besc – Banco do Estado de Santa Catarina; o posicionamento da rede de lojas de departamento Koerich; o lançamento da operação local da RBS; e dos quatro principais shoppings do Estado”.
Outro ponto que a Propague destaca na reportagem é a simplicidade de seu início empresarial quando diz: “A Propague nasceu, como tantas, como uma ‘agência de radialistas’, que eram corretores de anúncios para as emissoras locais (na época, nem TV existia em Santa Catarina). Mas, a visão de Antunes Severo fez com que a agência rapidamente adotasse uma proposta de estrutura e profissionalismo, levando-a a se firmar no mercado com uma Criação diferenciada e atendimento com envolvimento total”.
A partir de 2000, a diversificação dos serviços de marketing, com os núcleos de promoção, eventos, marketing cultural e esportivo fortaleceu-se o planejamento estratégico, mais o planejamento estratégico fizeram com que a agência se mantivesse competitiva”.
Finalizando o depoimento a Propague realça a criação do núcleo de inteligência digital e a ampliação do papel da agência como parceiro estratégico dos clientes.
O trabalho dos editores Rafael Sampaio e Gisele Centenaro se estende por 13 páginas do maior interesse para estudantes, profissionais e empresários, pois traz depoimentos dos responsáveis pelas 20 empresas pioneiras do negócio da comunicação de marketing no Brasil.
A matéria completa está na revista ABOUT – Edição de outubro/novembro de 2010 | ano XXII | 908.
Até a próxima semana no nosso Ponto de Encontro.
