Balanço: 70 jornalistas exilados em 12 meses
21 de Junho de 2011

Balanço: 70 jornalistas exilados em 12 meses

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O relatório anual do Comitê de Proteção aos Jornalistas, divulgado nesta segunda-feira (20), em homenagem ao Dia Mundial do Refugiado, informa que 70 jornalistas foram exilados nos últimos 12 meses. O motivo está – em todos os casos – relacionado à profissão, informa o site journalism.co.uk. Em 2011, foi registrado um declínio em relação ao ano anterior, quando registrou um número recorde de 85 jornalistas exilados.
 
A pesquisa considerou jornalistas que deixaram suas pátrias por motivos profissionais, e estão exilados há mais de três meses. Destes, 82% sairam dos países por causa de ameaças de prisão. Outros fatores causadores de exílio são: a violência, o assédio físico e moral, além de constantes ameaças. O relatório não leva em consideração o deslocamento de jornalistas motivados por melhores perspectivas financeiras, por violência generalizada ou, ainda, por mudança de ocupação profissional.
 
Irã e Cuba lideram a lista de países com maior número de jornalistas exilados. Segundo o CPJ, cada um exilou 18 profissionais nos últimos 12 meses. A ilha socialista libertou presos políticos e de consciência (quem, mesmo em pensamento, é contrário à causa revolucionária), sob a condição de que seriam deportados para a Espanha, após um acordo firmado com a Igreja Católica do país europeu. No caso do Irã houve, nos últimos dois anos, um colapso da imprensa livre do país, principalmente após as eleições consideradas fraudulentas de 2009. É o segundo ano consecutivo que o país islâmico encabeça o relatório de exilados do CPJ.
 
Outros quatro países constam no relatório como locais de fuga de jornalistas: Etiópia, Somália, Iraque e Zimbábue. Juntos, correspondem a quase metade do número de profissionais fugiram na última década.  
 
Desde 2001, quando o CPJ começou a registrar o número de profissionais forçados a abandonar o país, e por vezes a profissão, 649 jornalistas buscaram exílio devido a ameaças, pressões e violências.
 
Para ver o relatório completo, visite o site do CPJ
 
Com informações do Portal Imprensa

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