Por Ricardinho Machado*
Mídias mis
Na abertura do MídiaSul, no Encontro Nacional de Agências e Anunciantes, na sede da Fiesc, com a participação do Secretário de Comunicação representando o governador catarinense, uma das palestras mais prestigiadas foi da “mídiawoman” do Kantar Ibope, Giovanna Alcântara. Se já era forte o Ibope fazendo pesquisas nos anos 50, agora comprado pela multinacional Kantar deu mostras do que pode fazer diante das infinitas ferramentas e plataformas que se tem à mão em 2015. Em 70 era o vídeo gravador, em 2000 foi o gravador digital e agora são as “nuvens” explicou Giovanna. E falou de todas as formas de auferir números de leitores, telespectadores, internautas e consumidores para maior confiança das agências e dos criadores de campanhas publicitárias. A segunda palestra, de João Ramos, criador do paguecomumafoto.com, case de sucesso no Rio Grande do Sul que começou trocando por uma cerveja e hoje está em abres, mercados, shoppings e outros serviços. O negócio começou numa frase soltada na mesa de um bar… pegou rumo. Um dos pontos levantados foi de que uma nova moeda de troca acontece no mundo e que pode dar no que ele chama de “capitalismo digital”. Uma infinidade de modelos, negócios e oportunidades estão batendo às nossas portas. Em casa, no armazém da esquina, no trabalho, nas entidades e governo que precisam se familiarizar mais e melhor com esse jogo ferramental que rola nas plataformas digitais. Creio que cursos e participações dessa natureza são importantes investimentos de qualquer empresa e, mais principalmente, para estatais governamentais.
Mas
Ainda quanto ao Kantar/Ibope, infelizmente Floripa nesse aspecto continua o zero dessa rodovia 101 marqueteira. Todos os números e “pizzas” apresentados na palestra da Giovanna Alcântara eram referentes a Porto Alegre e Curitiba. Ficou bem para o empresário Zeno Vieira do genuinamente catarinense Instituto MAPA, agora associado ao Iclop, fazendo pesquisas e informações estratégicas no meio marketing e que em breve será certificado nacionalmente. Se precisarmos…
Aliás
São tantas plataformas e equipamentos para os institutos de pesquisas auferirem a aceitação de um produto, a leitura de um texto ou a novela preferida que até visitante de uma casa agora tá valendo e pode ser acrescido como pesquisado pelo ibope. Não demora e nossos sonhos e onde eles nos levam serão vigiados e catalogados.
PS.: Curiosamente, hoje lendo a Zero Hora de ontem, nas páginas 2 e 17, como mostram os anexos de uma foto-legenda e de um anúncio da Claro, duas observações: o uso de plataformas é cada vez menos restritivo, seja com indígenas ou os Sem Terra, o mundo tá na palma da mão e/ou os vários usos de aplicativos para conhecimento, lazer ou business que podemos buscar nas nuvens ou logo mais em nossos sonhos transformando-os em realidades.
Indígenas fotografam o movimento Farroupilha:
Anúncio da Claro lembrando que um dia o celular era só pra falar:
*Ricardinho Machado é jornalista.


