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Agência de publicidade deve atender e-commerce?
11 de Junho de 2012

Agência de publicidade deve atender e-commerce?

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Por Cristiano Chaussard 11 de Junho de 2012 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

O mercado de comércio online cresce numa média de 45% ao ano, o número de lojas online vem crescendo numa proporção um pouco menor e o faturamento das já existentes vem crescendo junto com o crescimento da confiança do consumidor nesta nova modalidade de compra e junto com o aumento do número de consumidores que no final de 2011 bateu a marca histórica dos 32 milhões de compradores.

O aumento do número de lojistas é consequência do aumento geral da confiança no e-commerce e também do sentimento de atraso que o lojista tem sentido por conta de sua concorrência. Aí surge, na mente estratégica do lojista, a seguinte indagação: – meu concorrente já vende via web, eu estou atrasado; como farei para recuperar o tempo perdido e conquistar meu mercado na internet?
Caros leitores, a resposta para tal indagação não é simples. Se observarmos de perto como tenho feito no meu dia-a-dia com a oStore, veremos que uma parte destes empresários buscam orientação com quem tem um pouco mais de conhecimento em tecnologia do que ele. Outra parcela tenta fazer por conta própria, com ferramentas que prometem o self service de tecnologia para e-commerce.
Este artigo tratará de um terceiro grupo, o de empresários maduros, que pensam estrategicamente, conhecem suas limitações e por esta razão já têm uma agência de publicidade ou de comunicação que os atende. Afinal de contas, quem é que sabe fazer o próprio outdoor?

A quem o cliente recorre?

Diante destas afirmações podemos concluir que existe um grupo de lojistas que está disposto a investir seriamente em uma loja online e que buscará em sua agência de publicidade a resposta para o seu desafio de conquista de mercado.
Para este tipo de lojista a agência é a primeira referência quando se pensa em vender mais.
Mas qual é a função da agência na mente do empreendedor?
Tenho notado que atualmente não há um modelo consolidado de agência de propaganda. Algumas posicionam-se como planejadoras de comunicação e de marketing, outras focam no planejamento digital, algumas produzem o que planejam e outras posicionam-se como full service. Para o lojista o que interessa é que a agência é a sua referência para a missão de vender mais.
Se é assim que o lojista às enxerga, a agência deve atender internamente a todas as demandas que o mercado lhe impuser em soluções para incrementar vendas?
Historicamente as agências tem internalizado estas soluções como forma de atender aos anseios de seus clientes, desde o momento em que os agentes de publicidade eram somente vendedores dos anúncios de jornal (que naquela ocasião entenderam como vantajoso assumir a demanda da produção gráfica para facilitar a vida do anunciante e do veículo), até os tempos atuais em que as agências criam departamentos de comunicação digital, produção gráfica e até de e-commerce.
Produzir ou agenciar?
As especialidades foram adicionadas uma após a outra como valor agregado na oferta da agência de publicidade e o custo operacional delas foi inchando a ponto de provocar uma decisão de suma importância, o foco no seu core business.
Deste momento em diante, cada agência tem um modelo de negócios diferente, cada qual escolhendo o que produz e o que planeja. Cada qual experimentando seus limites e suas vantagens competitivas.
Os modelos de negócios em prática atualmente
Nos últimos 12 anos de experiência prática que tenho com o e-commerce, vi todo tipo de modelo ser experimentado e compartilho minha experiência aqui neste artigo com vocês.
Não há como negar que fornecer e-commerce é uma tarefa para quem tem muito domínio de tecnologia. Quem já experimentou este desafio sabe do que estou falando.
Para começar, é necessário saber desenvolver software, gerenciar servidores, integrar sua tecnologia com as redes sociais, com os softwares de gestão e com o CRM usado pelo lojista. Para completar o desafio é necessário estar atento às inovações tecnológicas da internet e desenvolver suas soluções tecnológicas constantemente para estar sempre à frente do concorrente. Não é tarefa para uma empresa que não esteja disposta a focar seus conhecimentos exclusivamente nestes desafios.
Vi muitas agências criarem seu departamento de e-commerce ou o seu departamento de comunicação digital para assumir esta tarefa. Estes, acabaram reféns do conhecimento avançado de seus programadores que detinham a exclusividade da inovação e tinham que se auto-gerenciar, uma vez que seus superiores não tinham conhecimento técnico para planejar sua complexa agenda de produção.
O desenvolvimento de uma solução proprietária de e-commerce tem a vantajem de ser extremamente flexível, pois a empresa passa a ter domínio completo das possibilidades que sua tecnologia pode atender. No entanto a equipe de desenvolvedores é cara e muito pouco fidelizada. A perda de um programador desta equipe é um prejuízo incalculável para a longevidade da plataforma própria.
Vi muitas agências escolhendo uma solução open source e criando uma equipe de desenvolvedores que dominem a tecnologia escolhida.
Esta é uma solução intermediária, mas que não deixa de ter seus riscos. O problema neste caso é que a equipe é ainda mais cara que a anteriormente citada e a flexibilidade da solução é limitada, uma vez que o núcleo destas tecnologias é imutável e protegido pelos seus desenvolvedores originais.
Vi muita agência desistindo de atender e-commerce, por considerar um projeto complexo demais para sua capacidade de produção e por falta de conhecimento de como atender e planejar esta demanda.
Sim é um mundo complexo e cheio de desafios desconhecidos. No entanto já é um mercado impossível de ignorar, uma vez que a demanda está cada vez mais crescente e o lojista confia na agência para o orientar. Por isso, não desista! Há solução para conseguir atender a um projeto complexo como este e crescer próximo aos 45% ao ano aproveitando o a demanda já existente no mercado de e-commerce.

A solução ideial

Como proceder, então para atender a esta demanda? Minha resposta sempre será: confie nos especialistas.
Existem dezenas de boas plataformas de e-commerce prontas para aceitar parcerias com sua agência e atender ao seu cliente com total domínio deste mercado. Se precisar de indicações, não hesite em perguntar-me!
Procure também especializar sua equipe para fazer um bom planejamento de presença digital, um plano de comunicação digital e uma interface amigável e com usabilidade impecável para proporcionar ao comprador de seu cliente uma experiência de compra agradável e prazerosa.
O resto do processo deixe nas mãos do especialista em e-commerce, ele fará o desenvolvimento da loja online, integrará a loja com os sistemas e redes sociais necessárias para que seu planejamento de comunicação atinja seus objetivos, amparará sua estratégia de otimização de busca com as ferramentas mais adequadas e estará diariamente ao seu lado e amparando tudo o que foi planejado.
Se cada elo do comércio eletrônico for planejado e produzido pelo fornecedor que tiver o core business correto, a solução final para o lojista será a mais desejada por todos, o lucro!

 

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