Dando sequência á Série RETROSPECTIVA e EXPECTATIVAS, como fazemos desde 2005, trazemos hoje a reflexão de Gabriel Casara, diretor de jornais e mídias digitais do Grupo RBS em Santa Catarina.
“O ano de 2015 foi paradoxal. Por um lado, temos um momento de forte pressão à mídia tradicional adicionada à desaceleração econômica brasileira. Por outro, vivemos um momento de grandes transformações nos nossos jornais. Ao longo do ano realizamos inúmeras mudanças nos impressos com ênfase especial no Diário Catarinense. Quando provocados a pensar nas comemorações do 30º aniversário do DC, que ocorrerá em maio de 2016, decidimos preparar o maior jornal do Estado para se manter atual e relevante na vida dos catarinenses para os próximos 30 anos.
Munidos de muita informação e de amplas pesquisas com o público em geral, nasceu o projeto de reposicionamento “DC ano 30”. Com inúmeras inovações que partiram da renovação de propósito, mudança de marca e assinatura, passando por lançamento de novos cadernos e transformação do site e aplicativo, o DC marcou 2015. Essa coragem de mudar o jornal foi recompensada com aumento de audiência em todas as plataformas e aumento de faturamento nos meses em que lançamos o projeto no mercado.
Estamos esperando um 2016 muito duro sob o aspecto econômico. Acreditamos que o mercado tem uma tendência de retração maior do que houve esse ano, impactando os investimentos em comunicação. Entretanto, acredito também que a iniciativa privada tem a obrigação de puxar o bonde da retomada econômica e que, por conseguinte, o investimento em mídia para a geração de negocio é fundamental.
Acredito também que, muito embora a verba disponível para comunicação possa ser menor, os veículos que apresentarem soluções modernas e que buscarem verdadeiramente resolver os desafios de comunicação dos seus clientes tendem a ganhar nesse cenário. Não há espaço para o relacionamento tradicional que tem gerado pouco retorno efetivo para o cliente – o negócio que resolve apenas o problema de verba da agência e de meta do veículo. Esse modelo está fadado ao fracasso. E é com um pensamento propositivo e uma atitude inovadora que os jornais do grupo RBS desejam oferecer ao mercado soluções que auxiliem no crescimento dos negócios dos nossos parceiros.”
