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2014 – um ano para lembrar
15 de Dezembro de 2014

2014 – um ano para lembrar

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É fato que a cada ano temos a sensação de que o mundo tem girado mais rápido, que mudanças tecnológicas e culturais estão acontecendo e nos afetando com mais intensidade. Somem-se a estas as mudanças do clima e da política e o quadro fica bastante incerto.

O ano de 2014, contudo, deixa a impressão de que essa tendência se intensificou de tal modo que de todos os lados soaram sirenes de alarme do Bom Senso/Razão, da Ética e da Legalidade diante das declarações verbais e manifestações maniqueístas e dotadas de extrema estupidez que desabrocharam das bocas e das mentes frouxas de regulação. Manifestações extremistas que demonstram ousadia e que tristemente conseguem adeptos! Houve mesmo quem estimulasse essa agressividade insana.

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Parafraseando um conhecido político brasileiro, “nunca antes na história desse país” foram publicamente expressas tantas ideias que ofendem a dignidade humana e vários outros direitos fundamentais que a nossa Constituição Federal igualmente resguarda!

Além de declarações machistas, sexistas, racistas, separatistas e radicalmente preconceituosas de um modo geral, convivemos com práticas graves de escravagismo e corrupção.

É significativo esse período que vivemos. As bocas falam, gritam, esmurram mesmo, sem dar-se conta de que essas palavras provocam ideias e ações, que incitam atos cruéis e ferem o Outro. Sem se dar conta que a história nos deixou terríveis legados de natureza semelhante que servem para lembrar. Não percebem que essas explosões de ódio colocam em risco conquistas essenciais da Humanidade, como a Paz, o Respeito mútuo, a Liberdade de toda ordem e mesmo o direito à própria Vida!

E então, como será se tivermos que nos contentar com menos (com a humanidade de 7 bilhões de pessoas e uma escassez de recursos naturais para contornar)? E quando faltar a água? E quando faltar dinheiro ou trabalho? E o alimento? Será que manteremos a civilidade e dignidade ou o homem será mesmo o lobo do homem?

Constatamos, afinal, temos pouco controle sobre os acontecimentos que nos rodeiam e mais do que nunca precisamos de uma nova consciência ética que dê suporte à aventura. Que 2014 sirva para lembrar do que não queremos e para despertar razão e percepção coletivas para a urgência de Amar e Desarmar.

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