100 Crimes Contra o Talento
11 de Junho de 2012

100 Crimes Contra o Talento

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1.       O assassinato

Prezados Senhores, está aberta a sessão do Tribunal de Júri de Marumbi. Senhor Promotor Redealdo Delane, queira apresentar o caso. 
– Falou o juiz Leiniades Facto.

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Senhoras e senhores, o caso é simples e requer condenação imediata do réu. O senhor Jocelino dos Patos, usando de ignóbil ardil, subtraiu a vaca de nome Chupeta da fazenda do Coronel Praxedes e assassinou-a.

Dr. Juiz Leiniades Facto, meu cliente é inocente. Gostaria que ele contasse sua versão dos fatos. 
– Interviu o advogado de defesa Dr. Abelardo Palermo.

Dr. Abelardo Palermo, dê a palavra a seu cliente.

Sr. Jocelino, queira expor os fatos para o Júri.

Eu não matei ninguém, a vaca Chupeta saiu por livre e espontânea vontade da fazendo do coronel Praxedes. Eu apenas mostrei o bilhete assinado pelo coronel, pedindo para que levasse a vítima para o matadouro do Dr. Promotor Redealdo.

Isso é um absurdo, não mandei bilhete nenhum – falou o promotor – que venha aqui o chefe do matadouro para esclarecer esta calúnia.

Com licença, sou Firmino Machado, o chefe do matadouro. Declaro que o passamento da chamada vaca Chupeta ocorreu sem dor. Era Domingo de manhã, eu estava em casa e recebi ordens por escrito do Senhor Promotor para fazer o serviço. Como me foi mandado, enviei as partes da finada para o açougue do advogado de defesa, Dr. Abelardo.

Novamente mentiras, não mandei bilhete nenhum. Eu queria saber o que o advogado, Dr. Abelardo, como receptador dos despojos da vítima, tem a dizer sobre o caso.

Naquele dia, eu já estava me arrumando para ir ao casamento da filha do Dr. Juiz com o filho do coronel Praxedes. Foi quando recebi um bilhete do Dr. Promotor para que acabasse com o corte da vítima, que agora sei ser a assassinada vaca Chupeta, pois a dita estava irreconhecível. Paguei bom preço e a revendi a preço módico ao Dr. Juiz, para que fosse servida no churrasco do casamento.

OH! – Exclamaram os presentes ao tribunal.

Silêncio na corte – falou o Juiz.

Senhor Juiz, mais calúnias contra mim, porém agora vemos, que ao que tudo indica o senhor é o verdadeiro mandante do crime.

Eu? Pois saiba que comprei a carne da falecida por bom preço, de boa fé. Não imaginava que era carne de um crime, digo, fruto de um crime. 
Contudo, as provas indicam o senhor, Senhor Promotor, como o mandante do crime.

Se eu, que não mandei bilhete nenhum, sou o mandante, o Senhor Juiz juntamente com o Senhor Advogado são os receptadores dos despojos da assassinada, os quais foram servidos e degustados no casamento de sua filha, meritíssimo, com o filho do coronel, outro receptador.

Espera aí, a vítima é a minha vaquinha, a saudosa Chupeta, - pronunciou-se o Coronel Praxedes – como posso ser eu o acusado. 
Se é assim, que se prenda a todos. O Juiz, o Promotor, o Advogado, o Júri, formado pelas tias, primas e pela avó, respectivamente dos antes citados, assim como o público presente, já que todos estavam no casamento e deglutiram os restos mortais da assassinada.

A confusão estabeleceu-se no tribunal, com uns acusando aos outros. 
Quando a pancadaria parecia que ia iniciar-se, uma grande nuvem de fumaça, cheirando a churrasco, surgiu no recinto. 
De dentro da nuvem apareceu o espectro da vaca Chupeta. 
Todos recuaram assustados. A vaca então pronunciou-se.

– Para que a verdade seja restabelecida, tenho a declarar que fui eu que escrevi os bilhetes incriminando o Promotor. 
Eu queria me vingar dele, que quando pequeno vinha mamar nas minhas tetas e me botou este nome horrível pelo qual sou conhecida. Desgostosa da vida, 
depois de tanto ser chamada de Chupeta, resolvi me suicidar. Como podem ver, não houve assassinato prezados senhores…

Quando a vaca olhou em volta, não havia mais ninguém no Tribunal de Júri da Cidade de Marumbi.(Contado em Alma de Poeta, no www.almadepoeta.com)
 

2.      O causo que acabei de copiar, lembrou-me a série de slogans tão bons que se transformaram em conceito ou bordões, mas que foram sendo retirados,  às vezes por incompetência de quem fez isso, às vezes por inveja, às vezes porque problemas e tempos mudaram. Então, abri o livro que estou lançando agora – o Bordões, Slogans & Conceitos na Publicidade Brasileira – e saquei estes cem:

1.     Não é uma Brastemp. Não tem comparação.

2.     Vem pra Caixa você também.

3.     A número um.

4.     Desce redondo.

5.     Eu sou você amanhã.

6.     Vale por um bifinho.

7.     Mostra que você limpou.

8.     Gostosa como um abraço

9.     Põe na Cônsul

10.     A marca que conhece o nosso chão

11.     Porque todos somos mamíferos

12.     Avon Chama

13.     Dê férias para os seus pés.

14.     Mash que eu gosto.

15.     Parece, mas não é

16.     As Amarelinhas.

17.     Neura

18.     Custa menos porque dura mais.

19.     A preferida pelas estrelas de cinema.

20.     Dura Lex, sed lex, no cabelo só Gumex.

21.     A cueca do homem.

22.     O branquinho gostoso.

23.     Sempre cabe mais um.

24.     Grande. Bom. Barato.

25.     Tudo anda bem com Bardhal

26.     Só Esso dá ao seu carro o máximo.

27.     Pirelli é mais pneu

28.     O fino em caninha.

29.     Uma boa ideia.

30.     Quem bebe Caracu, forte fica.

31.     Só ele é assim.

32.     Nós viemos aqui pra beber ou pra conversar?

33.     O prazer de fazer bem feito.

34.     Não beba só uma. Bebavárias.

35.     Cin-Cin-Cinzano.

36.     Deu duro, tome um Dreher.

37.     De pai para filho desde 1910.

38.     Uma graaaaaaande cerveja!

39.     Me abra a garrafa, me dá um pouquinho!

40.     Chama o velho.

41.     Êta cafezinho bom!

42.     Bom até a última gota.

43.     A pausa que refresca.

44.     Tudo vai melhor com Coca-Cola.

45.     Quem tom a Grapette, repete.

46.     É o suco!

47.     Bons momentos pedem um bom café.

48.     Gostoso como uma tarde no circo.

49.     Tem gosto de festa.

50.     O refrigerante da nova geração.

51.     Sabor que alimenta.

52.     Viver com arte.

53.     Um banho de alegria num mundo de água quente.

54.     Produtos honestos.

55.     A voz do dono.

56.     Com os pés no chão e a cabeça onde o sonho puder alcançar.

57.     Ensina quem sabe fazer.

58.     É sempre dez.

59.     O caldo da galinha azul.

60.     Bons produtos indica.

61.     A marca do elefante.

62.     A verdadeira maionese.

63.     A maionese do chefe.

64.     Knorr é melhor.

65.     Vergonha é deixar de comer.

66.     Impossível comer um só.

67.     Vai Polenguinho aí?

68.     Faz o melhor chocolate.

69.     O craque dos chocolates.

70.     A delícia que o paladar adora.

71.     Knorr é melhor.

72.     Bateu, tomou, gostou.

73.     Vende mais porque é fresquinho, é fresquinho porque vende mais.

74.     O doce sabor da energia.

75.     Leite condensado caramelizado com flocos crocantes, coberto com o delicioso chocolate Nestlé.

76.     O salsicha.

77.     O carrão pequeno.

78.     Faça como a Ford. Compre Willys.

79.     A marca que conhece o nosso chão.

80.     Ame-o ou deixe-o.

81.     Diga não à inflação.

82.     Pra frente, Brasil.

83.     Sabendo usar, não vai faltar.

84.     Duro na queda.

85.     Ideias luminosas.

86.     Você fala, a Rhodia escuta.

87.     Você no primeiro mundo.

88.     Perfeito para você morar.

89.     Forro é Eucatex.

90.     Tinta é Coral.

91.     Décadas na frente.

92.     1001 utilidades.

93.     Pise sem dó.

94.     Lava mais branco.

95.     Terrível contra os insetos. Só contra os insetos.

96.     O Brasil é lindo. Fotografe.

97.     Credibilidade é tudo.

98.     Não dá para não ler.

99.     Isto sim é que é jornal.

100.     Todo mundo cabe aqui.

3.      Quer saber quais empresas carregaram eles? Leia meu livro. Tem quase cinco mil lá. Com o nome das empresas responsáveis por eles.

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