por Hermes Ghidini
Não precisaríamos destacar que é vital, para qualquer empresa, de qualquer segmento, a obtenção de uma margem de lucro saudável que permita cumprir seus compromissos com colaboradores e fornecedores ao mesmo tempo que gera lucros para novos investimentos e lucro para os acionistas.
Em todos os mercados a competição segue agressiva e sem lucro não há sobrevivência, não há crescimento, não há futuro.
Sem esquecer que as empresas precisam cada vez mais estarem inseridas num novo patamar de integração com a sociedade, atendendo os novos compromissos como os orquestrados pelos preceitos do ESG (Enviroment, Social, Governance): ou seja, praticar ações para melhoria do Ambiente, para melhoria do Social visando o público interno e externo e para práticas transparentes de Governança.
Relembrando as margens de lucro por setor :
O mercado do Setor Primário que corresponde a 25% do PIB e a 28% da mão de obra empregada (Agricultura, Pecuária, Extrativismo) deveria obter margens entre 8 e 12% da sua Receita Líquida. Atualmente não atinge 5%.
O mercado do Setor Secundário que corresponde a 30% do PIB e 32% da mão de obra empregada (Indústria, Geração de energia) deveria obter margens entre 8 e 15% da sua Receita Líquida. Atualmente também fica abaixo de 6%.
O mercado do Setor Terciário que corresponde a 45% do PIB e 40% da mão de obra empregada (Comércio, Serviços, Financeiro) deveria obter margens entre 4 e 10% da sua Receita Líquida. Atualmente fica entre Zero e 3%. Com exceção do Setor Financeiro e de Tecnologia, onde Bancos e Financeiras chegam a obter até 30% de Lucro sobre sua Receita Líquida.
Assim, por estarmos com margens tão deprimidas nos últimos anos, eu diria desde 2014, assistimos o desaparecimento de muitos grupos empresariais que eram sólidos no início da última década.
Trazendo esse tema para o momento atual pré-eleições, precisamos destacar para os novos governantes que assumirão o país em Janeiro de 2023, quem quer que seja, que deveriam privilegiar a redução da carga tributária, reduzir o custo do crédito, favorecer o consumo e gerando solidez para as empresas desse país, em todos os setores da economia.
Empresas lucrativas vão permitir inovações, aumento de negócios, geração de empregos e tornar nosso Brasil mais competitivo no cenário mundial.
Hermes Ghidini – Consultor de Empresas
HL Ghidini Consultoria e Conselho de Gestão
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