Todos os anos, dezembro pede um clone. Quando nós temos mais ocasiões pra comer é quando queremos ser mais magras, mais elegantes pra se arrumar e passear. E quanto mais motivos pra sair do sofá, mais a TV promete programas especiais. E quanto mais o sol insiste em brilhar pra gente se bronzear mais precisamos trabalhar, pra entregar estratégias, relatórios, resultados e também presentes pr’aqueles que vivem no coração da gente. Por isso…
Em dezembro, quando parece que não vou dar conta,
eu paro pra pensar no que de fato conta.
O que é prioridade.
A minha real vontade.
Minhas verdades, minha essência
e o que não passa de reprise de alguma outra existência.
Só vou ajustar meu Norte
se eu souber o que me move,
aquilo que me comove.
Se eu demover o que esgota,
removendo gota a gota
aquilo que me esvazia.
Desviar do que alicia.
Aquilo que corresponde
a quem eu sou, my soul.
Eu só consigo alçar voo
se souber pra onde vou!
Se em vez de deixar as pálpebras curiosas lá no alto
eu deixar que se verguem feito a cortina do palco.
Se eu cerrar os olhos
Se eu virar de costas
pr’aquilo que me importa,
vou colher em outra horta
o que outro já plantou. O que murchou, o que sobrou.
2019 só vai ser diferente
se eu escolher e regar as próprias sementes.
Palestra #DádivaDaVida, por Ana Lavratti, agora também disponível na web, no Lab Da Vida.
Nas fotos dos eventos entre 28.11 e 01.12, o que me move e comove: trabalho e família.


