por Hermes Ghidini*
Não importa o tamanho, não importa o segmento de atuação, não importa se a empresa é familiar ou se é de capital aberto ou fechado ou se é uma startup ou secular: todas deveriam estruturar um Conselho de Gestão, seja Consultivo ou de Administração. Motivo: vai acertar mais do que errar. Mas não é só isso.
A formalização de um Conselho, com no mínimo 1 reunião mensal de 2 ou 3 horas com os principais executivos da Organização, serve para analisar os resultados, checar erros e acertos e tomar decisões para melhorias futuras em toda a Organização.
Nesses meus 21 anos de Consultoria, em quase todos os clientes trabalhados ficaram estruturados Conselhos de Gestão, alguns simples, outros mais abrangentes, incluindo sócios e herdeiros. Muitos clientes não tinham nem o hábito de analisar os balancetes mensais e nem cobravam do seu Contador os dados atualizados. Isso é importante: Estar com os dados de Balanço ou Balancete atualizados, exigindo do seu Contador que entregue os balancetes mensais até o dia 10 de cada mês. Na falta destes, um Relatório Gerencial pode servir, desde que represente fielmente toda a movimentação da companhia.
Vamos começar pelo Plano de Negócios Anual. Estamos em Dezembro de 2021, com os resultados do ano praticamente fechados. Se ainda não elaborou, já é hora da empresa ter o Plano de 2022 pronto e discutido nesse Conselho. Metas de Receitas, Metas de Margens de Lucro, Orçamento das Despesas, Investimentos, Situação Econômico-financeira, Análise dos Concorrentes, enfim tudo o que movimenta o negócio e o mercado onde a empresa está inserida. Podem ser Metas mensais ou Trimestrais, com variações sazonais que podem ocorrer dependendo do tipo de negócio/produto/serviço.
Além das Metas, deve colocar quais Estratégias vai utilizar para alcançá-las, seja aumento do mix de produtos ou de serviços, recuperação de clientes inativos, busca de novos clientes, expansão da área de cobertura, aquisição de concorrente etc. Devem ser estratégias factíveis e se transformarem em ações pontuais envolvendo todos os executivos.
Durante todo o ano, nas reuniões mensais, com os resultados em mãos, analisar o que funcionou e o que não funcionou, corrigindo os desvios, estipulando novas estratégias e antecipando as mudanças do mercado que podem favorecer ou prejudicar o Plano. Na Pauta, também devem constar Indicadores de performance todas as áreas da empresa.
Tenho certeza de que, ao implementar um Conselho e exercitar essa prática mensalmente, os benefícios serão surpreendentes e a empresa se tornará mais eficiente e em condições de controlar melhor sua trajetória.
*Hermes Ghidini
HL Ghidini Consultoria e Conselho de Gestão
www.hlghidini.com.br
