Publicidade
Coluna Ozinil Martins | Será que tem como piorar?
20 de Julho de 2022

Coluna Ozinil Martins | Será que tem como piorar?

O problema no Brasil não é a falta de recursos é, basicamente, da gestão destes recursos.

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 20 de Julho de 2022 | Atualizado 20 de Julho de 2022

Em julho de 2017, na cidade de Florianópolis, foi realizada a “Jornada de Inovação e Competitividade.” Na oportunidade o colunista e palestrante Gustavo Ioschpe, autor do livro “O que o Brasil quer ser quando crescer?”, transferiu ao público presente as seguintes informações:

– 74% da população brasileira é vítima de analfabetismo funcional (lê, mas não consegue decodificar o que leu);

Publicidade

– Entre 65 países, que realizaram o exame de PISA para avaliar o conhecimento dos estudantes do ensino médio, o Brasil obteve a 53ª posição em Linguagem e Ciências e 57ª em Matemática;

– A taxa de matrícula do ensino superior, em relação ao total da população em idade para tal, está em 20% do público alvo. No Chile é de 40%, na Europa acima de 50% e na Coreia do Sul em 100%;

– O problema no Brasil não é a falta de recursos é, basicamente, da gestão destes recursos.

Se a situação, naquela oportunidade já beirava o absurdo, em 2019 começamos a conviver com a pandemia viral. Estes dados pioraram e muito! O Instituto Datafolha, em pesquisa realizada, aponta que, em todos os níveis educacionais, o número de estudantes que abandonaram os estudos gira ao redor de 4 milhões. Os principais motivos foram a carência de recursos financeiros (ensino superior) e de recursos técnicos (acesso a ambientes virtuais) para acompanhar as aulas (ensinos básico e médio); o total de estudantes prejudicados remete a 8,4% dos estudantes que se encontravam matriculados antes da pandemia. O nível mais afetado foi o de estudantes do ensino superior (16,3%), no ensino médio (10,8%) e ensino fundamental (4,6%). O estrago provocado é sério e, segundo especialistas, pode causar atraso de 4 anos no processo de aprendizagem. Significa dizer que: o que já era ruim, vai piorar!

Os efeitos diretos e colaterais deste fenômeno já se fazem sentir. Na área de Tecnologia de Informação as vagas existem, no país, as centenas e, não há pessoas com habilidades e conhecimento para ocupá-las. Há empresas ofertando cursos, remunerados e com garantia de emprego, após o período de treinamento. A Kenzie oferece vagas para o curso de programador, duração de 1 ano, com a proposta de só pagar o curso após estar empregado e ganhando R$ 3 mil. A mudança do perfil de emprego exige um novo e qualificado profissional e a maioria das pessoas não conseguem entender o que está acontecendo e, continuam a fazer mais do mesmo com todas as suas consequências.

Por outro lado este quadro interessa aos políticos, pois um povo com baixa qualificação é, facilmente, manipulável. Um povo sem discernimento e baixa capacidade de análise será sempre subordinado aos interesses de pessoas inescrupulosas. Enquanto a educação liberta, a falta dela escraviza! E, sem um povo educado, o país, com toda sua riqueza e potencialidade jamais será um país de ponta.

 

Imagem do topo por Pixabay 

WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter