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Coluna Ozinil Martins | Como nossos pais!
14 de Agosto de 2024

Coluna Ozinil Martins | Como nossos pais!

"Na moda surge a mini saia criada pelo estilista francês André Courrèges e popularizada pela inglesa Mary Quant"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 14 de Agosto de 2024 | Atualizado 14 de Agosto de 2024

Corria os anos 60 do século passado e a mudança nos costumes acelerava o passo da humanidade. Foram, com certeza, os anos mais trepidantes vividos até então. A mudança atropelava tudo o que se entendia como normal.

Na música surgia um rapaz “caipira” norte-americano com um ritmo alucinante, rock and roll, que botava até os mais empedernidos conservadores a balançar o esqueleto. Elvis Presley era o nome deste jovem que com sua guitarra, seu jeito diferente de vestir, seu cabelo com o famoso topete, levava multidões à suas apresentações mundo afora; seus filmes eram sucesso de bilheteria e tinha o adicional das jovens fotografando, dentro do cinema, as cenas em que aparecia.

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Logo em seguida surge os Beatles. Os rapazes de Liverpool, com uma música envolvente e que misturava o rock com letras românticas, levantam os jovens pelo mundo. Seus rivais, os Rolling Stones, ajudam a colocar fogo no mundo. A música revolucionava os costumes.

Em Terra Brasilis surge o movimento da Jovem Guarda capitaneado por Roberto Carlos e sua turma e, os domingos nunca mais foram os mesmos. O ie-ie-ie era ouvido em todos os cantos. A rebeldia era demonstrada no jeito de vestir, nos cabelos enfim, em tudo que questionava o “modus vivendi” de até então.

Na moda surge a mini saia criada pelo estilista francês André Courrèges e popularizada pela inglesa Mary Quant. A febre da mini toma conta de tudo e, a liberdade de expressar-se pelo modo de vestir e ser toma corpo. Os jovens respondem com as calças boca-de-sino e as calças jeans tornam-se objetos de desejo, principalmente, as marcas Lee e Levi’s. Como estas eram caras, a solução estava na Brim Coringa.

As festinhas americanas invadem as casas com anuência dos pais, na verdade as garagens. Jovens, toca-discos, luz negra e paredes forradas com jornais, rostos colados e a música provocando a dança. Os rapazes levavam as bebidas e as moças se encarregavam da comida. Tudo era muito simples e, profundamente revolucionário!

No cinema, em meados dos anos 50, surge um jovem carismático que encarna o papel de rebelde e se transforma em ídolo pelo questionamento do estilo de vida que imperava na época. Morre prematuramente, aos 24 anos, quando filmava “Assim caminha a humanidade” e transforma-se em lenda. Seu nome: James Dean!

Hoje, quando vejo os jovens cobrindo seus corpos com as mais diferentes tatuagens, seus rostos transformados por aros, argolas, grampos, pinos, homens usando vestidos, cabelos tingidos por cores extravagantes, roupas as mais esdrúxulas possíveis e que tudo isto tem o propósito de chocar e dizer ao mundo, “Sim, eu estou vivo e estou aqui” eu entendo o que os pais dos anos 60 sentiam em relação à “revolta” de seus filhos.

A diferença fundamental que percebo está no fato que os jovens dos anos 60, ao mesmo tempo em que queriam mudar o mundo, prepararam-se para fazer parte das mudanças que se seguiram e construíram, bem ou mal, suas histórias. Não consigo perceber, nos jovens de hoje, esta ânsia por fazer parte das mudanças que “assolam” o mundo atual. Percebo-os alheios e entretidos com coisas que não os levarão a nada. São milhares de jovens espalhados pelo mundo que formam a geração nem – nem, Não estudam, não trabalham (segundo as pesquisas 1 em cada 5 jovens está nesta condição)! Esperar para ver!

Foto:Freepik

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