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Coluna Ozinil Martins | Brasil, Educação e Competitividade!
17 de Julho de 2024

Coluna Ozinil Martins | Brasil, Educação e Competitividade!

O país com a mais alta taxa de jovens na faixa etária pesquisada é a Coréia do Sul

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 17 de Julho de 2024 | Atualizado 17 de Julho de 2024

Não deve ser novidade para as pessoas esclarecidas o que foi divulgado há algum tempo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) através do relatório “Education at Glance.”

O Brasil tem uma das menores taxas, entre 44 países analisados, em relação a população com Ensino Superior. Segundo o estudo realizado apenas 21% dos jovens com idade entre 25 e 34 anos têm estudo superior. Somente China, Índia, Indonésia e África do Sul estão em situação mais vulnerável que o Brasil. Entre os países da América Latina carregamos a lanterna, como o pior dos países analisados.

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O país com a mais alta taxa de jovens na faixa etária pesquisada é a Coréia do Sul onde 70% dos jovens têm curso superior. As consequências da baixa qualidade do ensino, em todos os níveis, da precarização do ensino à distância, da não massificação do ensino técnico, das pesquisas voltadas para o campo de humanas em detrimento das pesquisas aplicadas, conduz o país a um beco sem saída, sendo um eterno comprador de tecnologias desenvolvidas em outros países.

Enquanto convivemos com informações como: 56,4% das crianças não foram alfabetizadas na idade correta, 9 milhões de estudantes abandonaram o Ensino Médio em 2023 (Pnad) e da precariedade das instalações escolares pelo país afora com a politização tomando conta das Universidades federais, o mundo, na contramão do Brasil e de outros países ocidentais, evolui em busca da Educação de qualidade e, isto é perceptível nas ações tecnológicas empreendidas. China e Índia são bons exemplos.

Nesta semana foi divulgado o relatório da pesquisa realizada pela IMD – Instituto de Desenvolvimento Gerencial – renomada escola de negócios da Suíça, que coloca o Brasil na 62ª posição entre os 67 países analisados. No Brasil a pesquisa foi conduzida pela Fundação Dom Cabral e envolveu 100 executivos. Os temas analisados foram Performance Econômica, Eficiência Governamental, Eficiência Empresarial e Infraestrutura. Os 10 países que lideraram a pesquisa foram Singapura, Dinamarca, Irlanda, Hong Kong, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Taiwan, Holanda e Noruega.

Ao ler a pesquisa e suas conclusões fui buscar socorro em Kenichi Ohmae que diz: “As nações prósperas de hoje – Suíça, Singapura, Taiwan, Coreia do Sul e Japão – são caracterizadas por pequenas massas de terra, sem recursos naturais, mas com pessoas bem educadas e empenhadas em serem participantes da economia global.”

Desnecessário dizer que o fulcro do problema não está na formação superior, mas na base educacional. Enquanto não tivermos uma formação básica de qualidade as Universidades continuarão tendo sérios problemas para formar bons profissionais e, serão obrigados, como vivenciei na prática, a continuar ofertando aos calouros cursos básicos de matemática e português para que os professores possam exercer suas disciplinas com um mínimo de entendimento.

Se o propósito e criar um contingente de analfabetos funcionais com diploma de curso superior estamos no caminho certo. Se quisermos deixar de produzir 7 toneladas de minério de ferro para comprar um telefone celular de última geração (revista Exame), há que se mudar!

Foto:Unsplash

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