Há 19 anos um acontecimento inusitado chocou o planeta. Os atentados terroristas em território americano mostraram que toda segurança é relativa e, não interessa o local em que se vive. Sempre haverá alguém a sacrificar a vida em prol de objetivos que, na sua percepção, mudariam o mundo.
Um grupo de terroristas árabes, extremamente comprometidos, liderados por um saudita filho de um multimilionário da construção civil, Osama Bin Laden, realizaram o que, até então, parecia algo insólito; várias ações realizadas, com competência, no coração do capitalismo mundial! Operações sincronizadas, lançadas contra o Pentágono e o World Trade Center, símbolo da riqueza americana, atingidos de forma absoluta e transmitidos ao mundo em tempo real pelas televisões. O saldo das ações foi brutal: quase 3 mil mortes, incluindo bombeiros e os próprios terroristas e, prejuízos materiais incalculáveis das destruições ocorridas além de gastos de 105 bilhões de dólares nos meses subsequentes à tragédia pela cidade de Nova Iorque.
Na manhã daquele dia, em Porto Alegre, estava em uma reunião no escritório de advocacia AKO, Azambuja, Krueger e Oliveira, discutindo estratégias para expansão das atividades e, na sala havia uma televisão sintonizada em um canal de notícias, quando a atenção foi chamada para a colisão do avião com a torre do World Trade Center. A partir deste fato a reunião terminou e nossa atenção foi fixada nas informações e imagens que recebíamos. A incredulidade estava estampada no rosto de todos que ali estavam. E, assim foi em todos os lugares do mundo. Incrédulos, assistia-se a uma operação militar muito bem sucedida e que modificou o mundo.
A partir da ocorrência espaços aéreos foram fechados, militares foram mobilizados, fronteiras foram fechadas e, os americanos perceberam, de fato, que a guerra tinha chegado ao seu país de forma brutal e insidiosa. Aquilo que era visto nas televisões em imagens vindas do Afeganistão, do Iraque, da Síria, estava acontecendo no quintal de casa.
A reflexão que se pode fazer de eventos como este é a de que a estupidez humana não tem limites e, que toda segurança, nos tempos atuais, é relativa. Ninguém está, absolutamente, seguro. Desde lá, atentados nem tão significativos, tem se repetido em alguns lugares do mundo com frequência, talvez, um sinal de que não aprendemos nada com o vivemos naquele dia fatídico. Por isso a dificuldade em acreditar que, após passada a pandemia, a humanidade viverá um novo normal. Parece que nos chocamos sempre que ocorrem eventos fora da normalidade, mas retornamos a ela tão logo cesse o fator que a modificou.
Para não dizer que o dia só lembra o atentado ao World Trade Center, hoje, 11.09.2020, assume a presidência do Supremo Federal tribunal o juiz de carreira, Sua Excelência, Luiz Fux. Substitui o Sr. Dias Toffoli, que presidiu o STF nos últimos 2 anos e produziu a pior atuação da Suprema Corte desde sua existência. Para ficar no mais simples basta lembrar as agressões produzidas, em sua gestão, contra a constituição federal. Que Sua Excelência, Luiz Fux, tenha mais assertividade em suas decisões!
