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Coluna Inovação | Internacionalização, palavra de ordem no mercado de tecnologia em SC
30 de Janeiro de 2020

Coluna Inovação | Internacionalização, palavra de ordem no mercado de tecnologia em SC

Imagem: Enterprise Europe Network

 

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Vender para o mercado internacional e atrair oportunidades de outros continentes (sejam empresas chegando ou fundos de investimento) é um dos grandes desafios para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Algo que está sendo perseguido há muito tempo mas que se torna cada vez mais necessário, em função do crescimento do setor nos últimos anos.

No ano passado, algumas iniciativas neste sentido avançaram, como o intercâmbio com o ecossistema de Portugal, e o lançamento do Floripa Conecta durante o Web Summit 2019, em Lisboa. Nesta sexta, é a vez da comunidade empreendedora da Capital se apresentar para Arthur Pereira, diretor do megaevento que reúne mais de 70 mil pessoas na capital lusa, que visitará o Centro de Inovação Acate Primavera à tarde.

A organização do evento quer trazer uma versão do Web Summit para o Brasil (como um Rock In Rio Lisboa no caminho inverso) e estão no páreo as cidades de São Paulo, Rio e Floripa. Se não dá pra competir no quesito população, os catarinenses querem mostrar que aqui há o mais engajado e fértil ambiente de economia digital do país. 

Nesta semana, outro país entrou na rota do mercado local de tecnologia: a Índia, segunda nação mais populosa do planeta (e provavelmente a líder daqui a poucas décadas), recebeu uma missão que levou, além do presidente Jair Bolsonaro e staff governamental, uma comitiva de 70 representantes de empresas e associações setoriais brasileiras. Além de visitas técnicas, o grupo participou, na segunda-feira (27), do India – Brazil Business Forum. 

Entre os presentes, estava o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e vice-presidente da Associação Nacional Promotora de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Daniel Leipnitz, convidado para um dos painéis do Fórum. “Este é um momento muito importante para o setor de tecnologia brasileiro e representa um passo no nosso reconhecimento para o país e para o mundo”, afirmou Daniel.

Em setembro passado, após apresentação de resultados do Floripa Conecta, o presidente da Acate afirmou que um dos desafios do mercado local é ambiente de inovação catarinense nos próximos anos será o de colocar o estado no mapa mundial de tecnologia. Vamos acompanhar, pois!

 

INOVAÇÃO AJUDA NA EXPANSÃO IMOBILIÁRIA NA CAPITAL

O crescimento das oportunidades para empresas de tecnologia tem feito Florianópolis se tornar um dos principais destinos do país para instalação de novos negócios. Em 2018, segundo pesquisa da Associação Catarinense de Tecnologia, foram geradas 1,2 mil novas vagas de trabalho no setor de TI – e ainda há centenas de oportunidades abertas, fruto do crescimento acelerado das empresas locais. 

E esta expansão se reflete também no mercado imobiliário. No final de 2019, entrou em operação a segunda torre do Techno Towers, um complexo de alto padrão localizado no “berço” do setor de tecnologia de Florianópolis – ao lado do Parque Tecnológico Alfa e da sede do Sebrae/SC – e onde estão grandes empresas do ecossistema de inovação, como o Peixe Urbano e a agrotech Agriness, braço de inovação global da gigante norte-americana Cargill.

Uma das primeiras empresas a se mudar para o Techno Towers – que já está com 50% das salas reservadas e ocupadas – é a Progic, startup de Florianópolis que desenvolve uma plataforma de tecnologia em nuvem para comunicação interna de grandes e médias companhias. Até a ocupação plena do espaço, a expectativa é de um movimento superior a 2 mil usuários/dia no local – um volume que deve aumentar consideravelmente com a conclusão do projeto, que prevê mais quatro torres, nos próximos anos. 

 

FUNDAÇÃO CERTI TEM NOVO DIRETOR-SUPERINTENDENTE

A partir desta quinta-feira, 30 de janeiro, a Fundação Certi, uma das mais importantes entidades de pesquisa e desenvolvimento do ambiente de tecnologia e inovação de Santa Catarina, terá um novo diretor-superintendente: Erich Muschellak, engenheiro eletrônico que fundou a Procomp na década de 1980 e que vem atuando nos últimos 15 anos como investidor-anjo e mentor em startups. 

Em 31 anos de existência da Certi, ele é apenas o terceiro diretor superintendente – e o primeiro egresso do mercado. Ele sucede José Eduardo Fiates, que esteva à frente da fundação desde 2016 e que seguirá no conselho da entidade e também na direção de Inovação da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). À frente da Fundação, o novo diretor superintendente quer dar uma “guinada ao mercado privado”, como ele mesmo define, neste período. 

 

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