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Resultado do 1º turno balança os mercados
05 de Outubro de 2022

Resultado do 1º turno balança os mercados

O que podemos aprender ao observar esses últimos dias?

Por Eduardo Boechat 05 de Outubro de 2022 | Atualizado 12 de Dezembro de 2022

O Brasil foi às urnas no último domingo para votar no 1º turno das eleições de 2022. Nós elegemos novos congressistas para o Senado Federal e Câmara dos Deputados, além das Assembleias Legislativas nos Estados. Também definimos os governadores, ou pelo menos os nomes do 2º turno em boa parte dos Estados. E para Presidente da República, fomos para o esperado 2º turno entre os polos antagônicos dos últimos anos. O mercado brasileiro respondeu muito positivamente aos resultados eleitorais desse domingo. Já na segunda, a bolsa subiu acima de 5%. Dólar despencou mais de 4%. Mas o que o mercado viu na eleição, já que não temos ainda o Presidente eleito?

A formação do novo Congresso Nacional tem um viés mais pró-mercado. O atual governo conseguiu fazer a maioria dos Senadores e, também, teve a maior votação para a Câmara dos Deputados. Assim, mesmo que o candidato do PT venha a ter uma vitória, será muito difícil a aprovação de medidas que provoquem algum retrocesso econômico. Desde 2016, várias leis e reformas muito importantes foram aprovadas e que agora começam a mostrar resultados. A saber:

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  1. A Reforma trabalhista tem clara repercussão na queda recente da taxa de desemprego. As empresas estão contratando mais, com menos receio de litígios.
  2. A Reforma da Previdência já começou a ajudar nas contas públicas, com o governo Central tendo o primeiro superávit primário em uma década.
  3. Marco do Saneamento: muitos investimentos sendo direcionados para saneamento. Alguns já contratados e, outros, em estudo.
  4. Teto de Gastos: apesar de o atual governo ter estourado o teto agora com a pandemia, segue sendo importante ferramenta para controle de gastos pela União.
    Resta sabermos se o Congresso Nacional, que foi eleito com esse viés mais liberal na economia, se manterá coeso, ou o “Centrão”, por conveniência, irá aderir a um eventual governo petista.

A grande discussão então será sobre o que faremos com as estatais. O candidato do PT já deu inúmeras declarações que vão contra o interesse das estatais. Basta lembrar como as estatais eram administradas nos governos petistas. Foram usadas como indutoras de crescimento, ou pelo menos, tentaram usar para esse fim. Porém, não conseguiram atingir esse objetivo e se tornaram famosas pelos casos de corrupção generalizados. Será que dessa vez eles conseguirão executar esse plano de maneira menos atabalhoada? Nos últimos anos, as estatais conseguiram reverter prejuízos e voltaram ao azul. Será que elas continuarão gerando resultados positivos para o Tesouro Nacional em um eventual governo petista?

Em um eventual segundo mandato do atual governo, eu espero mais do mesmo. Estatais geridas com foco em resultados. Com a possibilidade de vermos mais privatizações, já que o Congresso, supostamente, não deve ser um entrave para isso.

Assim sendo, resta ao eleitor brasileiro fazer uma avaliação sobre esses pontos e votar conscientemente no 2º turno. Ao investidor, continuo recomendando cautela, porque, provavelmente, teremos muito barulho daqui até o início de novembro.

O mundo é dinâmico. Temos fatos novos todas as semanas. Deixo o convite para vocês assistirem ao meu programa semanal no YouTube da Activ Trades. O programa se chama “Markets Warm Up”, onde faço literalmente um aquecimento para a semana, todas as segundas, ao vivo, às 09 da manhã. Temos, inclusive, espaço aberto a perguntas. Deixem comentários, perguntas, sugestões. Vamos fazer juntos um espaço em que possamos discutir ideias e alternativas para o Brasil, além de comentar operações que possam ser lucrativas.

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