Na semana passada, explorei aqui na Coluna como a imagem que criamos nas redes sociais precede a nossa chegada. Como se já nos conhecessem, julgassem e catalogassem antes mesmo do primeiro olhar. Desde então, curiosa, mergulhei no tema em mais três ocasiões: na aula de Personal Branding na formação Sebrae Delas, nas aulas coletivas com a Agência Mito e na trilha mais humanizada do RD Summit. E quer saber o que aprendi? As provocações que trago aqui:
A diferença entre quem eu sou e quem um dia sonho em ser
reside na minha rotina: o que, hoje, vou fazer?
E o que eu faço, de quem eu sou?
Imito o que publicam, sem rumo nas redes sociais?
Brincando de ser igual. Digitando sem digital.
Minha história é um ativo
e só pode ser contada com a alma consignada!
Não cabe metades, só verdades. E isso explica tendências…
Podem copiar minha estratégia, mas jamais a experiência.
Por isso o storytelling dá vez ao storydoing.
Por isso o vídeo caseiro venceu a “citação”.
No rolo da timeline, quem faz o dedo frear?
O vídeo imune às fraudes, ao copiar e o colar! É conteúdo exclusivo.
Já que enfim nos convencemos que contar pode envolver,
mas quem conta o que viveu, esse sim vai comover.
Resgatar a atenção – hoje dispersa e pulverizada -, antes demanda uma mudança.
Talvez o resgate da criança. Nossa versão humanizada.
Aquela que via além da tela…
Que sem esforço reconhecia códigos básicos de empatia.
O que dizem sem dizer, pela calma ou falta de ar.
Conversar pressupõe paciência. Falar e escutar. Falar e esperar.
Apesar do chatbot, da companhia da Alexa,
diálogo não é ponto. Deve dar margem pra réplica.
Como ser resumido pra caber em uma métrica?
Isso é como ser benquisto em um uma bolha do consenso.
Mas é este o nosso tempo:
de um lado armadilhas atrás das mensagens;
do outro retórica sem ação, num jogo de imitação.
Por isso me despeço com uma provocação:
Se a média de “consulta” à timeline do Instagram é de 90 metros de rolagem por dia.
Se nunca nos sentimos tão sozinhos, numa epidemia de narcisismo com danos reais e globais, a ponto de esconderem os Likes do Instagram e projetarem o mesmo pro Facebook.
Se a conexão em tempo integral vem incidindo em esgotamento profissional, com a Síndrome de Burnout, pela extrema exaustão, figurando na lista de doenças mundiais a partir de 2022.
Se numa peregrinação paralela à Lei de Proteção de Dados, pregam que eu vasculhe o outro para entregar a mensagem certa, na hora certa, pra pessoa certa.
Com a avidez por dados direcionada à segmentação e customização (Hero / Hub / Help), dando a impressão de que me abordam sem uma segunda intenção.
então o Algoritmo faz de mim seu discípulo.
Impacta nos meus desejos, minhas escolhas, nos vínculos que estabeleço,
sempre com aquela aura de não ter nada a ver com isso. E aqui reside o risco!
Clique nas fotos da Galeria para ver os bastidores do RD Summit 2019, onde apesar de todo o aprendizado sobre Transformação Digital, não nos deixam esquecer que nada supera a vida real.

