Lá se foi mais um ano. Lá se foram “n” planos!
Quanto tempo rebaixado, apartado pro passado.
Mas persiste a sensação: queria ter dado conta…
mais histórias pra contar, amigos com quem contar, amores além da conta.
Nas redes sociais, tem tudo isso até demais.
O problema é a prática. Meus amigos reais.
Estão ali, mas não os vi. Prisioneira de mim mesma.
No cativeiro da carreira onde aprendo e empreendo.
Onde ganhar me custa caro. Porque ganhar custa perder!
Perder o sol nascendo… depois o seu aceno. E lá se foi mais um dia.
Perder o cheiro de filha, a mesa cheia no almoço em família.
Perder conversa à toa. Ficar de boa na rede…
Só não me leve a mal. Não falo de rede social!
O que almejo é outro ritmo, imune a algoritmo.
Perder a conexão e não chorar por ficar off.
Perder a noção do tempo, repetindo a mesma estrofe.
Cantar, comer, rezar. Amar sem fotografar.
Sufocada de euforia, nem sequer lembrei da selfie.
Mas o sorriso estava lá. Escorrendo pra se exibir,
me convencendo que venceu, ciente que é elixir.
Por mais que os robôs tentem, que tenham lábios e dentes,
SÓ humano tem RISO, a expressão do sorriso
que exala quando o sonho norteia o meu compromisso.
Quando eu prometo mais que um serviço. Entrego a minha essência.
Quando prática e discurso se alinham com coerência.
Quando a urgência se curva àquilo que tem relevância.
Por isso… pra sorrir muito mais em 2020, a hora é agora. Hora de avaliar o que deu certo, o que poderia ter sido melhor ou diferente. Se me apeguei às virtudes que o mundo aplaude ou aos valores que me comovem. Se o consumismo me dopa. O casuísmo me guia. Ou me associo ao essencialismo… o essencial que faz sentido pra mim.
Priorizar a aliança que mantenho comigo mesma requer rever contratos.
Distinguir o urgente do importante. Se for os dois, não posso adiar.
Se for importante e não urgente, melhor planejar pra contemplar.
Se for urgente, mas não importante, quem sabe eu posso delegar?
Já falei disso lá em janeiro, na Matriz de Cuvey, no quanto é preciso revisar até a forma de pensar: a vida só muda se a gente mudar.
E sabe o tempo, navegando na timeline??
Que verte e vaza enquanto deixo pra depois o que é urgente e importante, urgente ou importante,
este é pior que o vento. Nunca vai voltar.
Na Galeria de fotos, de um feriadão conciliando trabalho e família, como Jornalista na maior convenção de Slimes de Santa Catarina, a satisfação que eu sinto por investir meu tempo no que desejo ter pra sempre: um sorriso espontâneo, alinhado e bem cuidado, pelas mãos do ortodontista Guilherme Thiesen.

