Há dois anos o suíço Tobias Markert trocou Curaçao, onde trabalhava no Caribe, pela missão de concretizar um sonho da população de Florianópolis… dos turistas, dos empresários, das instituições e dos poderes constituídos: ter um aeroporto novo e moderno, capaz de deixar a Ilha menos ilhada do resto do mundo.
Graduado em Psicologia e Administração, reconhecido como International Airport Professional pelo ICAO/IATA, entidade que é referência no treinamento e em cursos ligados à aviação civil, Tobias não só inaugurou o Aeroporto Internacional de Florianópolis no prazo previsto, como, ainda, entregou à sociedade uma completa estrutura de lazer, gastronomia e compras, o Boulevard 14/32, idealizado por ele com o conceito “Place to be”, ou seja, para ser usufruído independentemente de embarque ou desembarque.
O maior desafio nisso tudo, Tobias conta na nossa conversa, foi cumprir o prazo apertado. Além do tempo de execução das obras ser de 14 meses, a demanda ainda foi ampliada pela construção do Boulevard, já que a concepção de shopping center agregado surgiu no meio do projeto. Comemorando o ineditismo do Boulevard, pela proposta de se tornar ponto de encontro não somente de passageiros, mas de toda a comunidade, Tobias confessa que a transição foi melhor do que o esperado. Afinal, a migração de um terminal para o outro ocorreu no intervalo entre um e outro voo, sendo que a primeira decolagem se deu antes do horário previsto.
Enquanto nos bastidores já se comenta a possibilidade de o entorno do aeroporto, incluindo o terminal antigo, ser gradualmente potencializado, com centro de convenções, hotel e áreas para esporte, Tobias prefere fazer suspense sobre qualquer projeto futuro. Já as conquistas acumuladas, como a vinda de operações inéditas, são motivo de muito orgulho. Para o CEO, a chegada do Starbucks não é significativa apenas para o Boulevard e o aeroporto. É também uma deferência à cidade, considerando-se que a rede mundial de cafeterias só estava presente em dois estados do Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Sobre o interesse do grupo Zurich Airport em outros aeroportos no Brasil, Tobias adianta que há interesse em todas as privatizações, e que outros aeroportos de Santa Catarina integram um bloco interessante a ser leiloado no ano que vem, e que tem o aeroporto de Curitiba como principal operação. Até o momento, além de Florianópolis, onde a concessão vale até 2047, o grupo opera mais três terminais no país.
Finalizando, o CEO ainda analisa que um aeroporto com conforto e infraestrutura é apenas a porta de entrada para novos negócios, e que o desenvolvimento de Florianópolis, que tem a seu favor índices atrativos de Segurança, ainda depende de outros avanços, como as estradas e a rede hotelaria. “É um pacote que os turistas buscam”.
Quer conhecer melhor o executivo com forte atuação na Europa, no Caribe e agora no Brasil, a ponto de no mês de sua inauguração o Aeroporto Internacional de Florianópolis já contar com o título de Aeroporto Verde, concedido pela Airports Council International da América Latina e Caribe (ACI-LAC)? Então solta o play na nossa conversa multilíngue, em português e inglês.
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