Criatividade e capacidade de inovação são competências extremamente necessárias especialmente para quem trabalha com o setor de eventos, sejam eles corporativos ou sociais. Em 2020, quando a pandemia de Covid-19 se instaurou no mundo, este mercado foi o primeiro a parar – e como se sabe, será o último a voltar aos trabalhos.
Como empresário, logo de início vi duas possibilidades: sentar e esperar tudo passar ou utilizar a criatividade e a inovação como pré-requisitos para sobreviver à crise. E então, depois de ver todos os eventos da agenda serem reagendados, convoquei o time da SB+ Eventos para assumir o protagonismo e mergulhar no universo digital estruturando formatos de eventos online e híbridos transmitidos para todo o País. Inovamos também levando inteligência de dados – mapa de empatia, análise de sentimentos e gamificação, por exemplo – para dentro dos eventos logo no início da pandemia. Este serviço foi realizado com empresas inovadoras e parceiras, que contribuíram para elevar a qualidade das entregas.
Hoje, sinto muito orgulho de dizer que a minha empresa é uma referência em eventos online e híbridos, com eventos em todo o País, e já negociando um internacional para o mês de julho. Somente no ano passado, realizamos 48 eventos online, entre os principais, o Family Business Innovation 2020, fechado para os maiores grupos familiares do Brasil, realização do Fórum Brasileiro da Família Empresária, e o Seminário ABDEH Digital, promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar.
Em 2021, fomos responsáveis pela produção e execução do evento de planejamento estratégico do Sistema AILOS, em Blumenau, da Convenção de Vendas Feras FIESC 2021, em Florianópolis, da Convenção Híbrida de Vendas da Agricopel, em Jaraguá do Sul, e do lançamento do ABC Business Park, primeiro Complexo Multissetorial Full Service da Embralot no litoral catarinense, em Porto Belo. Também produzimos as convenções de vendas da Dígitro, e estamos fechando os contratos com as cinco marcas do Grupo Malwee, e com a empresa Duas Rodas.
A pandemia nos permitiu aprender um novo modelo de trabalho e novas possibilidades de eventos, o que me rendeu, como cofundador da SB+ Eventos, o convite para a edição de Curitiba do World Creativity Day, para falar sobre a reinvenção na trilha “Do presencial ao híbrido e ao online em um mês” – as inscrições podem ser feitas aqui. O Dia Mundial da Criatividade é comemorado todos os anos em 21 de abril. Neste ano, serão dois dias (21 e 22) de muitas atividades e discussões em 120 cidades de 16 países. Estou muito feliz de compartilhar essa história e pelo reconhecimento dos curadores do evento.
E como a criatividade e o setor de eventos andam juntos, na coluna desta semana eu quero contar a história de seis superprofissionais de destaque no setor de eventos ( e grandes amigos de longa jornada) e que tiveram de se reinventar para seguirem suas vidas durante a pandemia. São exemplos como este que queremos seguir compartilhando. Confira abaixo:
Pat Costa – reinvenção para este novo momento: híbrido, tecnológico e funcional

A reinvenção do time de Pat Costa começou de fato no início de 2020. A empresa entendeu que era necessário ir além dos ajustes que o momento exigia e realmente rever tudo o que já havia sido construído para se preparar para o futuro, que será mais colaborativo. “Mudamos o posicionamento da Propague. Quando assumi 100% da operação em SP agora, no início de 2021, com uma conexão ainda mais forte com a arte (uma de minhas paixões) em todas suas formas de expressão e a tecnologia. Não basta promover transformação digital, temos que entender que os novos consumidores não querem mais receber uma enxurrada de ‘propaganda’. Precisamos construir novas formas e conexões para que as marcas que atendemos ofereçam experiências que envolvam o consumidor de maneira diferente”, ressalta.
Essas mudanças passaram por uma reforma total dentro e fora da Propague, incluindo o espaço físico, que, com grande parte da equipe em home office, ganhou uma outra função: um estúdio todo equipado para este novo momento, híbrido, tecnológico e funcional. A meta da empresa para este ano é crescer 60% frente ao resultado de 2020, implementando modelo de negócios híbrido, porque as experiências serão presenciais e digitais, não tem mais volta. “Quero ser a agência mais lembrada quando falarmos de experiências tecnológicas e digitais, para surpreender nossos clientes com novas tecnologias voltadas à comunicação, superar as barreiras impostas pela pandemia com inovações customizáveis e ágeis”, considera a diretora.
Eugênio Neto – de locação de equipamentos a estúdio completo para eventos online

Para este ano, a empresa prepara mais uma novidade: um estúdio com cerca de 60 lugares para eventos híbridos, que já estão sendo muito buscados pelas corporações. “Há muita demanda por eventos com presença de público além de transmissão online. Esta possibilidade de evento veio para ficar. Antes, eventos presenciais que reuniam 80 pessoas, por exemplo, sendo transmitidos online podem ser acessados por 2 mil pessoas. Uma empresa inteira pode ter acesso a este conteúdo. Os eventos online são muito eficientes”, avalia Neto.
Para o empresário, a partir do avanço da vacinação contra a Covid-19, a liberação para a retomada dos eventos presenciais deve ocorrer, mas o estúdio seguirá. “Fomos muito ágeis na readaptação da empresa, e a partir de então começamos a ser referência em eventos online. Conseguimos competir com empresas muito maiores do que as nossas por termos entregado um produto de qualidade. Hoje, os que vencem são os que agem mais rápido”, ressalta.
Bruno Ribas – da produção de eventos à startup de inteligência de dados para eventos

Com uma amiga, criou a Event Mining, uma startup de inteligência de dados para eventos. “Criamos um novo jeito de se fazer Inbound Marketing, porque levamos para dentro do evento interatividades que fazem os participantes revelarem as suas vontades, anseios e dores, tudo isso em tempo real”, conta. Segundo ele, isso faz com que a empresa realizadora do evento consiga entender realmente quem são seus leads e assim, poder usar as informações para tomar decisões.
“Nossa realidade mudou e muda todos os dias. Não podemos esperar tudo passar. Costumo falar que não devemos pensar fora da caixa, temos que morar fora dela. Isso me fez olhar essa possibilidade de usar Inteligência de Dados em Eventos, trazendo uma nova perspectiva de fazer o que todo mundo faz de forma mais rápida e mais eficiente, mostrando a relevância e a importância que o setor de eventos tem para a economia do país”, ressalta.
Daniele Ribas Santos – da coordenação de eventos à prospecção de leads para eventos

Luli Locatelli – das treliças e parafusadeiras à direção técnica

Leno Dürrewald – alta gastronomia entregue em casa

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