Na matemática da vida,
lá se vão 50 anos.
Com mais dores que eu queria,
mais amor do que previa.
E assim a conta fecha,
Tensa-intensa-sempre certa.
Mas se eu pudesse mudar,
ah, teria menos pressa.
Acreditando que estou certa,
que o destino não assusta.
Subtraindo as sensações de que é preciso ser astuta,
de que o futuro que antevia do alto da roda gigante
é todo dia ultrapassado feito uma esteira rolante.
E se eu pudesse adicionar,
escolher o que me dar, aumentaria a liberdade.
Mais espaço pras verdades
sem temer se vão julgar.
Dobrava o tempo destinado a ser feliz e FELIZAR,
aquele fazer sem nada esperar.
E se eu pudesse ser
#DEVOLTA-DENOVO-UMDIASEQUER
a criança que já fui,
me daria mais a mão,
ensinaria de antemão
que SER é mais que venCER.
Multiplicava a esperança até poder crescer
com menos papel, mais confiança,
menos contratos, mais alianças.
Mas tô chegando aos 50.
E se refazer a conta
não está ao meu alcance,
então não quero revanche.
Apenas dividir tudo o que recebi:
Beijos, abraços.
Amor e amassos.
Sorrisos, surpresas
e poucas certezas.
Como essa: que tudo passa!
O pior dia.
A alegria.
Passa a dor, passa o temor.
Passa a vitória, passa a glória.
E tudo o que me resta
é viver bem o agora.
Em contagem regressiva pro meu dia, 12.12, tem 12 dias pra guardar na memória, vivendo o agora.
Dia 26 de novembro: palestra para 250 voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Dia 2 de dezembro: jantar de fim de ano com meus clientes, Oficiais Militares da ACORS.
Dia 3 de dezembro: lançamento do meu quinto livro no Palácio Cruz e Sousa.
Dia 5 de dezembro: encontro mensal do Nosso Clube do Livro, debatendo Nietzsche.
Dia 6 de dezembro: de beca, na Sessão Solene da Academia de Letras e Artes.
Dia 7 de dezembro: nos embalos de sábado à noite, no Final de Ano da CDL Florianópolis.
De 5 a 8 de dezembro: acompanhando a filha nos ensaios e apresentações de dança.
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