Dizer “uau!” faz de você uma pessoa melhor
20 de Junho de 2012

Dizer “uau!” faz de você uma pessoa melhor

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por Leonardo Carvalho*

São dias de caos esses nossos. Em parte vivemos uma utopia onde a informação virtualmente não tem mais dono, ela é de todos. Paradoxalmente existem momentos em que parecemos estar nos afogando em excesso de informação. A profecia de Alvin Tofler no livro Choque do Futuro (de 1970), que dizia que sofreríamos de stress e desorientação à medida em que a sociedade passasse por mudanças cada vez mais aceleradas, dá o tom do presente.

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Manter-se lúcido depende da sua capacidade de filtrar informações relevantes em um oceano de conteúdo.

Podemos passar horas discutindo como “o que é relevante para você pode não ser relevante para mim”, mas podemos concordar que um dos fatores que tornam a informação relevante (para mim ou para você) é a capacidade dessa informação nos inspirar admiração, nos fazer exclamar “uau!”; relevante, então, seria a mensagem que dispara nas nossas sinapses aquele gatilho provocador de uma sensação incerta entre o respeito reverencial, o medo e o maravilhamento.

E esse filtro pode estar nos tornando seres humanos melhores, em parte.

A tese é defendida em um estudo conduzido pela pesquisadora Melanie Rudd, da Universidade de Stanford. Segundo Melanie, ao nos surpreendermos positivamente diante de fatos ou de uma informação de qualquer natureza –  um evento, uma notícia, uma nova tecnologia ou uma campanha inspiradora –  essa reação “expande a percepção de tempo, aprimora o sentimento de bem-estar e, em última instância, faz com que as pessoas se comportem de maneira mais altruísta, menos materialista”.

O efeito é mais positivo quando estamos fisicamente presentes durante um evento fantástico (imagine ser testemunha ocular da queda do Muro de Berlim, por exemplo), mas reviver o evento – mesmo que pelos olhos de outras testemunhas – pode nos fazer melhores, se essa experiência se encaixar em alguns parâmetros subjetivos (que variam de pessoa para pessoa):

1) Escala perceptível (é necessário que você perceba a escala do evento em termos numéricos – quantas pessoas ele atinge -, seu escopo, complexidade e impacto social).
2) Ele deve fazer você sentir que precisa atualizar sua estrutura mental / o seu modo de pensar / seu entendimento do mundo.

O que acaba se tornando um desafio interessante para profissionais de comunicação – especialmente os criativos – já que produzir campanhas inspiradoras, causadoras de reflexão, comprovadamente podem contribuir para o bem-estar humano.

Para a Talk, isso é tão importante que está explícito na nossa missão: Provocar experiências memoráveis nos clientes dos nossos clientes.

Leia o estudo completo aqui; depois, aproveite o embalo e reflita sobre o vídeo abaixo, onde o astrônomo Neil deGrasse Tyson fala das nossas conexões com a humanidade, nosso planeta e o Universo.

*Leonardo Carvalho é redator e estrategista na Talk: estratégias digitais – [email protected]

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