Campanha visa divulgar maciçamente na comunidade e nas escolas informações e práticas preventivas da doença. A ação também prevê trabalhos com alunos em sala de aula e a incorporação de conteúdos científicos nas disciplinas da área do conhecimento. “Setembro Dourado” é uma campanha realizada por voluntários para advertir a sociedade sobre a alta incidência do câncer em crianças e adolescentes e propagar informações para que seja erradicada. Um dos pontos fortes do movimento é orientar as pessoas para que fiquem atentas aos sintomas do câncer, pois quanto mais cedo diagnosticado, maiores são as possibilidades de cura.
Setembro Dourado
Quem já ouviu falar em outubro rosa, novembro azul, setembro amarelo, mas e setembro dourado? A criação das cores para cada mês do ano tem o objetivo de alertar sobre certas doenças e divulgar o esforço de diversas pessoas contra elas. Assim como todas as outras, a campanha surgiu para alertar sobre um grande desafio enfrentado pela nossa sociedade.
O “Setembro Dourado” quer chamar a atenção para o câncer infantojuvenil e, principalmente, para a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances da cura. A ação liderada pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer – CONIACC -, com apoio do SINEPE/SC, e já conta com força e engajamento da Rede de instituições parceiras da oncologia pediátrica que de norte a sul do país atuam para disseminar a causa e mobilizar a comunidade para urgência do tema.
Câncer Infanto-Juvenil
Falar sobre câncer infantojuvenil é, sobretudo, falar sobre tempo. O câncer nos mais novos, além de ser confundido com os sintomas de doenças mais comuns, desenvolve-se muito rapidamente. Isso ocorre porque o crescimento da criança estimula o crescimento do tumor. Logo, quanto antes diagnosticado, maiores as chances de cura.
Ao contrário do câncer em adultos, não podemos correlacionar sua ocorrência com fatores externos como atuantes diretos. Para as crianças essa relação não fica muito clara. É por isso que o diagnóstico precoce é a melhor forma de conter os números alarmantes.
No Brasil, o câncer infantojuvenil é primeira causa de morte por doenças na faixa etária de 0 a 19 anos. A cada hora, surge um novo caso da doença no Brasil E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, infelizmente, os números de novos casos tende a aumentar nos próximos anos.
Esperança
Há 30 anos as chances de cura eram de apenas 15%, hoje este índice pode alcançar até 80%, se diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, no entanto, a média do Brasil ainda é 64%. Um fator que contribui muito com essa mudança é a capacidade de perceber os primeiros sinais da doença e iniciar o tratamento o quanto antes.
Cenários da doença
Câncer infantil cresce 13% nas últimas duas décadas, aponta OMS
Agência atribui aumento de taxa a melhoria no diagnóstico de tumores e também a fatores ambientais
O número de casos de câncer infantil aumentou em 13% nos anos 2000, em relação aos anos 1980. Os dados do estudo elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O aumento é atribuído a melhoria na eficácia da detecção de tumores e também a fatores ambientais.
O estudo internacional coordenado pelo Centro Internacional de Pesquisa contra o Câncer, a agência da OMS especializada em câncer, indica que a incidência de casos da doença entre menores de 14 anos foi de 140 casos em um milhão por ano, entre 2001 e 2010.
A leucemia é o tipo de câncer mais frequente nessa faixa etária e corresponde a quase um terço dos casos, de acordo com o estudo que analisou 300 mil casos diagnosticados em 62 países. Em seguida, aparecem os tumores no sistema nervoso central (20%) e os linfomas.
Causas
Um dos motivos apontados pelo estudo que motivaram o aumento do número de caso de câncer entre crianças foi a melhoria no diagnóstico da doença. “Uma parte deste aumento se deve, talvez, a uma detecção melhor ou precoce deste cânceres“, propõe o estudo.
Outra razão seriam influências externas e ambientais. “Infecções ou certas substâncias contaminantes presentes em certos ambientes”, afirma o centro.
Doença além das gerações
O câncer é uma doença que preocupa não só as crianças, mas também os adolescente. De acordo com estudo publicado pela revista britânica The Lancet Oncology, são registrados 185 casos em um milhão por ano entre jovens de 15 a 19 anos.
Os principais tipos da doença que se manifestam em pessoas dessa idade são o linfoma, (23% dos casos), seguido de carcinomas e dos melanomas (cânceres de pele, 21%).
Sinais a serem investigados
Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:
– vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea);
– desequilíbrio ao andar;
– dificuldade na visão;
– dores ósseas ou nas articulações;
– movimentos limitados;
– palidez insistente;
– febre persistente;
– emagrecimento;
– fraqueza;
– irritabilidade;
– sudorese excessiva;
– manchas roxas no corpo ou em pálpebras;
– sangramento em geral;
– diarreias crônicas;
– dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries;
– dores abdominais prolongadas;
– ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas;
– nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor;
– secreção crônica drenada pelo ouvido;
– desenvolvimento precoce de caracteres sexuais; e
– na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.
