Na última quarta-feira (23/5), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) também comentou, em nota oficial, a entrevista veiculada pelo programa "Brasil Urgente" da Band-BA e repudiou a produção e exibição da matéria. A entidade considerou que a atração desrespeitou os direitos humanos e que isso não pode ser justificado como liberdade de imprensa.
"Programas policialescos, irresponsáveis e sensacionalistas não podem ser tolerados pela sociedade por se travestirem de produções jornalísticas", afirmou a Federação na nota oficial. "Na verdade, estes programas ferem os princípios e a ética do Jornalismo e configuram abuso das liberdades de expressão e de imprensa, por violarem os direitos constitucionais da cidadania", acrescentou.
A nota ressalta que Mirella Cunha, que protagonizou a matéria veiculada pelo "Brasil Urgente", não é jornalista profissional e que suas atitudes "que em nada seguem a técnica e a ética jornalísticas, deixam evidente a intenção de constranger e humilhar o jovem detido."
Defendendo a aplicação de medidas disciplinares, quando necessário, aos profissionais de jornalismo, a FENAJ "alerta a sociedade brasileira para a necessidade de responsabilização das empresas da mídia, que definem os formatos de seus programas e os impõem aos profissionais e ao público."
Ao finalizar a nota, a Federação pede para que o governo da Bahia apure os fatos e as responsabilidades do caso.
Por Portal IMPRENSA
