V Congresso: Regionalização da Comunicação esbarra nas leis 4.680 e 12.232
30 de Maio de 2012

V Congresso: Regionalização da Comunicação esbarra nas leis 4.680 e 12.232

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A descentralização das estratégias de comunicação foi a tônica do Painel que debateu a revisão das propostas aprovadas no IV Congresso de 2008, quando se buscou compreendê-las como a melhor maneira para conectar marcas com seus respectivos consumidores.
 
Após duas boas explanações de ações mercadológicas realizadas no nordeste pela Fiat e Grupo Nove, a discussão ficou focada no diretor  do departamento de mídia da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Governo Federal, Fabrício Costa,  que foi argüido a se manifestar sobre a razão pela qual o Governo Federal não inclui nos editais para licitação de agências de propaganda a possibilidade dessas realizarem a subcontratação de agências regionais. Costa argumentou que seu departamento coordena a comunicação de ministérios e mais de 100 empresas estatais e que tudo deve ser feito dentro da legalidade. Essa questão da subcontratação já foi alvo de um estudo realizado em fevereiro deste ano e apresentado para a ABAP e Fenapro, pois as leis 4.680 e 12.232 impedem tal adoção nos editais do Governo Federal. 
 
O executivo do Governo disse que aguarda um sinalização nesse sentido por parte das entidades acima referidas, pois o Governo precisa chegar a todos os pontos do país e e que é de seu interesse praticar a comunicação  regionalizada nas cinco regiões com veículos regionais e até locais. Em sua opinião a desconcentrarão dos veículos contribui para fortalecer a eficácia da mensagem aos vários públicos alvos.
 
Com relação à capacidade das agências regionais prestarem um serviço de qualidade a mesa discutiu a importância delas estarem preparadas para oferecer planejamento, ferramenta fundamental que essas mesmas agências estejam preparadas para atender contas nacionais. A área de criacão é um pouco mais complicado quando se fala de marcas nacionais e internacionais. E, em relação à ser criativa em mídia, as agências deveriam passar a observar que esse não é mais papel só da mídia.  Cabe também ao pessoal de criação passar a pensar em criatividade na mídia.
 
Outro ponto que a Comissão trabalhou foi a questão de comprovação das tiragens dos jornais. Vai sugerir a criação de novas metodologias que possibilitem ao CENP desenvolver novas formas de verificar audiência e tiragem dos jornais regionais e locais.
 
O relator da Comissão agradeceu aos participantes e à platéia pela participação e leu a ementa que será entregue ao presidente do Congresso nesta 4ª feira, 30/05. Veja como ficou o texto que estabelece sete metas a serem perseguidas pelos agentes do mercado:

1- Governo: estimular a presença de agências regionais nas licitações de contas públicas;
2- Veículo: assumir o papel de fomentadores do mercado;
3- Agências locais: buscar a capacitação para o atendimento de clientes nacionais;
4- Agências nacionais: buscar parcerias com agências locais;
5- Anunciantes privados: desenvolver estratégias regionais;
6- Comunidades regionais de comunicação: desenvolver programas de evolução técnica e instituir comitês multisetoriais em cada mercado;
7- ABA e Fenapro: dar continuidade ao Fórum de Mercados Brasileiros.

Confira a entrevista que Reynaldo Ramos, diretor comercial da RIC Santa Catarina, concedeu ao AcontecendoAqui sobre a regionalização da comunicação:

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(Caso não apareça o display da entrevista em seu aparelho, clique aqui.)


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