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Um pouco do (Antigo) humor mineiro
02 de Maio de 2011

Um pouco do (Antigo) humor mineiro

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Deborah, minha mulher, jornalista e estudante de arquitetura, está elaborando um trabalho para a cidade mineira de S. Gotardo, onde nasceu. Fuça daqui, fuça dali à procura de documentos, encontrou exemplares do jornal O Mensageiro, que circulou por lá na década de setenta. Feito com máquinas de escrever e, certamente, mimeografado. Fui xeretar e encontrei algumas pérolas, que divido com você:

1. O Governo vai aumentar a gasolina no dia 16 de novembro. Com o preço que vai custar, evitará o povo de ticar fogo no candidato dele.

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2. O governo diz: esse é um país que vai pra frente. O  MDB diz: o povo também quer ir pra frente. Onde vai ser a topada do povo com o governo?

3. Um velho com 90 anos, encontrou-se com sua amiga de 40 que esteve doente e lhe disse:

“Não pude visitá-la na sua doença. Mas prometo que no seu enterro eu vou.”

4. Um sujeito viajava de ônibus e conversava com o amigo sobre política. A certa altura o amigo pergunta:

“E o que você acha deste governo?”

“Eu? Não acho nada. Um amigo meu achou e até hoje não achamos ele.”

. Dizia a coroa:

“Já me pediram para casar umas cem vezes.”

“Quem?”

“Meus pais.”

5. João Gato, no seu Karman-Ghia, passava pelo pedágio quando o guarda gritou:

“Ei moço, dois cruzeiros.”

“Tá vendido.”

6. A diferença entre a nobreza e a plebe não está apenas no traje e no modo chic de viver. Está também nas expressões. Uma senhora nobre diz assim:

“Olha que belo Corcel passeia no verdejante prado.”

E a plebeia:

“Olha lá aquele pangaré piolhento pisando a grama que alimentou a égua da mãe dele.”   

7. A civilização de um povo se mede pela quantidade de sabão que consome e a riqueza pela quantidade de papel higiênico.

8. Fernando Pessoa, entrando no elevador, ficou calado. O ascensorista perguntou:

“Que andar o senhor quer?”

“Não sendo trote, qualquer um serve.”

9. A dona de casa queria descer do ônibus e gritou para o motorista:

“Para, que eu vou tirar a roupa.”

Todo mundo se assustou, mas era uma lavadeira pelejando para tirar a trouxa.

10. O professor perguntou ao aluno:

“Por que os peixes não falam?”

E o aluno respondeu:

“Ué, professor, põe a cabeça debaixo dágua pra ver se o senhor d’as cinta de falar.

11. O juiz deu ao réu, condenado à morte, o direito de exigir o que quisesse antes de morrer. O réu pediu para ver os netos.

“Mas” diz o juiz, “nem casado você é.”

“Pois é, seu juiz, o senhor me espera casar, ter filhos e netos, depois me chama.”

12. O juiz perguntou ao réu:

“É exato que você quebrou esta bengala na cabeça deste senhor?”

“É sim senhor, mas eu queria quebrar era a cabeça dele.”

14. Ao terminar a missa, o padre fala aos fiéis:

“Meus caros paroquianos, voltem para suas casas e carreguem sua cruz.”

Aí, um caipira, vira para sua mulher, gordona, e diz:

“Sobe, Júlia, nas minhas costas. O vigário falou.”

14. Um garotinho tentava alcançar uma campainha de residência para tocar. Um velhinho que passava, vendo aquilo, resolveu ajudar e tocou a campainha pra o garotinho. Depois, disse:

“Pronto. E agora, deseja mais alguma coisa?”

“Sim”, disse o garoto. “Agora vamos correr.”

15. Japonês é igual Volks. Tudo igual.

16. O Fórum de S. Gotardo é o mais destacado de todos. Estão soltando todos os tacos.

17. Ventura, craque do time do Banco Real, calçou a chuteira do pé esquerdo no direito e vice-versa. Disse que é para chutar com efeito.

. Um pai aflito chegou com o filho no médico e foi dizendo:

“Doutor, meu filho tem 15 dias e não abriu os olhos ainda.”

E o médico:

“Quem tem de abrir os olhos é você. Isso aí é filho de japonês.”

18. Contaram para o fazendeiro que em Belo Horizonte os taxis voavam. Ele chegou na rodoviária e chamou o chofer:

“Ma leva na Av. Antonio Carlos.”

“A que altura o senhor quer ir?”

“Se passar de um metro eu te dou um tiro.”

19. Dois amigos conversavam. Um parou de repente. O outro perguntou:

“O que você tem?”

“Estou pensando.”

“Pensando o que?”

“Não sei, ainda não acabei.”

20. Japonês quando é rico chama-se Takanota. Quando é pobre, Tamicho.”

21. A mulher é mesmo uma vítima. Quando noiva, só vai dormir depois que o homem vai embora. Depois de casada, só deita depois que o homem chega.

22. Dois sitiantes, vendedores de leite, encontravam-se sempre  às margens do riacho, onde iam misturar água no leite. Um dia um deles comentou:

“Compadre, imagine se este riacho fosse todo de leite, hein?”

“Uai, compadre, onde nós ia arrumar água pra misturar neste leite todo, hein?”

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