Deborah, minha mulher, jornalista e estudante de arquitetura, está elaborando um trabalho para a cidade mineira de S. Gotardo, onde nasceu. Fuça daqui, fuça dali à procura de documentos, encontrou exemplares do jornal O Mensageiro, que circulou por lá na década de setenta. Feito com máquinas de escrever e, certamente, mimeografado. Fui xeretar e encontrei algumas pérolas, que divido com você:
1. O Governo vai aumentar a gasolina no dia 16 de novembro. Com o preço que vai custar, evitará o povo de ticar fogo no candidato dele.
2. O governo diz: esse é um país que vai pra frente. O MDB diz: o povo também quer ir pra frente. Onde vai ser a topada do povo com o governo?
3. Um velho com 90 anos, encontrou-se com sua amiga de 40 que esteve doente e lhe disse:
“Não pude visitá-la na sua doença. Mas prometo que no seu enterro eu vou.”
4. Um sujeito viajava de ônibus e conversava com o amigo sobre política. A certa altura o amigo pergunta:
“E o que você acha deste governo?”
“Eu? Não acho nada. Um amigo meu achou e até hoje não achamos ele.”
. Dizia a coroa:
“Já me pediram para casar umas cem vezes.”
“Quem?”
“Meus pais.”
5. João Gato, no seu Karman-Ghia, passava pelo pedágio quando o guarda gritou:
“Ei moço, dois cruzeiros.”
“Tá vendido.”
6. A diferença entre a nobreza e a plebe não está apenas no traje e no modo chic de viver. Está também nas expressões. Uma senhora nobre diz assim:
“Olha que belo Corcel passeia no verdejante prado.”
E a plebeia:
“Olha lá aquele pangaré piolhento pisando a grama que alimentou a égua da mãe dele.”
7. A civilização de um povo se mede pela quantidade de sabão que consome e a riqueza pela quantidade de papel higiênico.
8. Fernando Pessoa, entrando no elevador, ficou calado. O ascensorista perguntou:
“Que andar o senhor quer?”
“Não sendo trote, qualquer um serve.”
9. A dona de casa queria descer do ônibus e gritou para o motorista:
“Para, que eu vou tirar a roupa.”
Todo mundo se assustou, mas era uma lavadeira pelejando para tirar a trouxa.
10. O professor perguntou ao aluno:
“Por que os peixes não falam?”
E o aluno respondeu:
“Ué, professor, põe a cabeça debaixo dágua pra ver se o senhor d’as cinta de falar.
11. O juiz deu ao réu, condenado à morte, o direito de exigir o que quisesse antes de morrer. O réu pediu para ver os netos.
“Mas” diz o juiz, “nem casado você é.”
“Pois é, seu juiz, o senhor me espera casar, ter filhos e netos, depois me chama.”
12. O juiz perguntou ao réu:
“É exato que você quebrou esta bengala na cabeça deste senhor?”
“É sim senhor, mas eu queria quebrar era a cabeça dele.”
14. Ao terminar a missa, o padre fala aos fiéis:
“Meus caros paroquianos, voltem para suas casas e carreguem sua cruz.”
Aí, um caipira, vira para sua mulher, gordona, e diz:
“Sobe, Júlia, nas minhas costas. O vigário falou.”
14. Um garotinho tentava alcançar uma campainha de residência para tocar. Um velhinho que passava, vendo aquilo, resolveu ajudar e tocou a campainha pra o garotinho. Depois, disse:
“Pronto. E agora, deseja mais alguma coisa?”
“Sim”, disse o garoto. “Agora vamos correr.”
15. Japonês é igual Volks. Tudo igual.
16. O Fórum de S. Gotardo é o mais destacado de todos. Estão soltando todos os tacos.
17. Ventura, craque do time do Banco Real, calçou a chuteira do pé esquerdo no direito e vice-versa. Disse que é para chutar com efeito.
. Um pai aflito chegou com o filho no médico e foi dizendo:
“Doutor, meu filho tem 15 dias e não abriu os olhos ainda.”
E o médico:
“Quem tem de abrir os olhos é você. Isso aí é filho de japonês.”
18. Contaram para o fazendeiro que em Belo Horizonte os taxis voavam. Ele chegou na rodoviária e chamou o chofer:
“Ma leva na Av. Antonio Carlos.”
“A que altura o senhor quer ir?”
“Se passar de um metro eu te dou um tiro.”
19. Dois amigos conversavam. Um parou de repente. O outro perguntou:
“O que você tem?”
“Estou pensando.”
“Pensando o que?”
“Não sei, ainda não acabei.”
20. Japonês quando é rico chama-se Takanota. Quando é pobre, Tamicho.”
21. A mulher é mesmo uma vítima. Quando noiva, só vai dormir depois que o homem vai embora. Depois de casada, só deita depois que o homem chega.
22. Dois sitiantes, vendedores de leite, encontravam-se sempre às margens do riacho, onde iam misturar água no leite. Um dia um deles comentou:
“Compadre, imagine se este riacho fosse todo de leite, hein?”
“Uai, compadre, onde nós ia arrumar água pra misturar neste leite todo, hein?”
