Carência de Marketing Esportivo
27 de Maio de 2011

Carência de Marketing Esportivo

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Semanas atrás participei do Congresso de Cronistas Esportivos em Palmas-TO. Dei uma palestra sobre o marketing esportivo na Copa do Mundo, como os patrocinadores se beneficiam do evento.  Pude perceber o quanto ainda temos que aprender e amadurecer para atingirmos o nível destes patrocinadores globais. Outro ponto importante é o desenvolvimento da área por todo o país. O esporte em alguns locais do Brasil é muito dependente de verbas públicas. A maior parte das regiões carece de entender o que é o marketing esportivo e como usufruir de suas ferramentas.

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Fui perguntado no evento se é possível trabalhar com o marketing nos clubes locais, com pouco recurso, sem visibilidade fora de seu Estado.  Respondi que é possível sim, desde que se pense de forma local com os players que são impactados na região que acontece o evento. A permuta é um caminho importante até que haja o crescimento desta propriedade. Outro ponto que salientei foi a importância de utilizar as ferramentas de marketing esportivo, como a mensuração de resultados, por exemplo. É interessante conhecer o público que vai ao evento, certamente terá uma mercearia, farmácia ou outro estabelecimento que queira se comunicar com essas pessoas.

Um detalhe que me chamou atenção foi o nível do amadorismo dos diretores dos clubes que estão fora dos principais campeonatos nacionais. Segundo meus colegas relataram a falta de conhecimento é gritante e isso prejudica muito o desenvolvimento do esporte na região que costuma viver de verba pública ou de algum empresário apaixonado que banque com as despesas do próprio bolso. Um exemplo disso foi o que presenciei no jogo Palmas x Interporto pelo Campeonato Tocantinense, o jogo foi bem disputado, interessante de assistir. O problema foi antes da partida que os jogadores do Palmas quase não entraram em campo, devido a falta de pagamento de seus salários.

Pelo que senti na região Norte, cada Estado tem uma enorme dificuldade para manter os times, já que a maior parte dos clubes só disputam os estaduais. As pessoas daquela região tendem a torcer muito mais para os clubes do eixo Rio-São Paulo e entramos num ciclo vicioso com a carência de recurso. Sem torcida, sem investimento, sem bons jogadores e volta ao fato de não ter  torcida. E mais uns detalhes no meio de tudo isso.

O fato é que além da necessidade do marketing esportivo atingir de maneira concreta todas as regiões do Brasil, tem que ser pensado uma maneira de unir os Estados para fortalecer os clubes dessas regiões para que essa coesão fortaleça os times e que possam disputar de igual para igual com os clubes da Série A e B. Assim, os torcedores voltarão a se interessar pelos clubes locais e se criará um circulo virtuoso ao contrário do que ocorre atualmente.

Para interagir: [email protected]  twitter: @rafazanette

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