Missão oficial do Governo do Estado de Santa Catarina conhece realidades diferentes na Europa
19 de Maio de 2011

Missão oficial do Governo do Estado de Santa Catarina conhece realidades diferentes na Europa

Publicidade

 

*por Marco Aurélio Gomes

Publicidade
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo e comitiva, formada por secretários de estado, presidente de órgãos estatais e deputados estaduais estão em missão oficial na Europa para garantir e prospectar novos investimentos empresariais para Santa Catarina. A delegação já esteve na Alemanha e Portugal. Desta quinta-feira (19) até a próxima terça-feira (24), a agenda é na Espanha. Depois, a comitiva tem uma rápida passagem por Genebra, na Suíça.
 
Nas andanças pelo continente, a deleção já pode perceber as várias realidades do mercado comum europeu. Primeiro, na Alemanha, país que mais cresceu no bloco, acima inclusive da média europeia. Não é à toa que as ruas de Munique traduzem a invasão de imigrantes, em busca de uma vida melhor. São africanos, asiáticos, indianos e principalmente muçulmanos. 
 
Coincidência ou não, as duas empresas alemãs visitadas já investem no Brasil. A ZF, uma das maiores fornecedoras de transmissão de veículos do mundo quer ampliar os negócios no país, e projeta a instalação de uma unidade na região Serrana, em 2013. A indústria de processamento de alimentos Vossko também quer aumentar a produção de sua unidade instalada em Lages. Para isso, querem reduzir o chamado custo Brasil. Reclamam da carga tributária, rodízio de funcionários, burocracia nos portos, fornecimento de energia elétrica e do câmbio, desfavorável para exportação. Quase toda produção da empresa vai para a Alemanha.
 
Da rica Alemanha, o governador foi para Portugal, que é a bola da vez na crise econômica que já engoliu a Grécia. A comitiva conheceu várias iniciativas nas áreas ambiental e de habitação. Os portugueses enxergam o estado como porta de entrada para o Brasil. Por sua vez, a Espanha também enfrenta dificuldades e desafios impostos pelo euro. Mas ainda está melhor que seu vizinho. Uma rápida conversa com qualquer taxista dos dois países ibéricos dá para perceber a desconfiança da população com o futuro. Com o medo do desemprego, o consumo diminui e, consequentemente, a moeda não circula.
 
Neste domingo, inclusive, há eleições municipais na Espanha. O pleito não empolga a população, já que o voto não é obrigatório. Se não fossem os bunner e bus doors espalhados pela capital espanhola, o visitante não perceberia o período eleitoral. Em Madri, uma manifestação popular sem vínculo partidário fez mais barulho. Eles querem mudar o sistema político no país. “Por uma sociedade nova que dê prioridade a vida acima dos interesses econômicos e políticos”, dizem os folhetos dos “acampados” na praça do Porta do Sol, em Madri, conhecida como centro de atividades intelectuais.
 
A verdade é que há oportunidades para Santa Catarina tanto na Alemanha, quanto em Portugal e Espanha. Por isso, o esforço da comitiva governamental é justificável. Quem não é visto, não é lembrado.
 

Ruas da rica cidade de Munique.
 

Governador e parte da comitiva na Alemanha.
 

Mistura de raças em Munique.
 

Projetos ambientais na cidade de Porto.
 

Manifestação dos acampados em Madri.
 
Marco Aurélio Gomes, jornalista enviado da ACAERT/ADI/ADJORI

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter