Será que a Amazon irá instalar-se em Santa Catarina ou tende a preferir a Amazônia?

Mas isso é bom ou ruim?
Minha resposta: em curto prazo é bom para uns e ruim para outros, em médio prazo é bom para todos.
Quem ganha no curto prazo?
-
As editoras brasileiras já está foram avisadas pelo peruano Pedro Huerta que conduz a abertura de mercado. As maiores já negociaram com a gigante e já estão se preparando para converter suas publicações para o formato digital, compatíveis com o conhecido leitor de e-books Kindle.
-
Segundo o presidente da Câmara Brasileira de E-commerce: "O modelo de operação bem-sucedido da Amazon se apoia em três pilares. Automação em grande escala dos centros de distribuição de produtos, parcerias muito bem amarradas com empresas transportadoras que fazem entregas ágeis e confiáveis e utilização de canais eletrônicos de atendimento aos clientes."
Fica evidente que para o mercado de tecnologia para o e-commerce, logística, publicitários e especialistas do mercado digital, o ganho em aculturação é imensurável. O fato de conviver com um grande varejista que eleva o nível de serviços, mostra inovações e acostuma o cliente com o que ele nem sabia que era possível, agitará o mercado de lojas virtuais e dos serviços de apoio à operação comercial. Elevar o nível de exigência do consumidor brasileiro é o maior benefício para os fornecedores das lojas virtuais.
-
Especificamente sobre a operação logística, há rumores de que a logística deve ser própria. Os maiores rumores são de que a gigante pode até vir a adquirir um grande operador logístico local. Ouvi falar que algumas das mais cotadas já estão se preparando para negociar.
Também há quem diga que a recente expansão da UPS, fornecedora predileta da empresa de Jeff Bezoz, inaugurando ao mesmo tempo 8 novos centros logísticos, foi desproporcional.
- O consumidor, este sim ganha no curto, médio e longo prazo. Com um mercado mais competitivo, prevejo que teremos mais um ano de deflação no e-commerce.
Quem corre os maiores riscos?
- Apesar de sofrer as consequências da fraca gestão de sua própria operação, fruto de um descompasso entre a estruturação logística e a crescente demanda brasileira, de 25% ao ano, atualmente quem manda no mercado é a B2W (Americanas, Submarino, Ingresso.com e Shoptime). Para eles e os outros grandes varejistas este é um concorrente de peso Amazônico, capaz de com sua magnitude, atrair para si grande parte da demanda brasileira por computadores, material de escritório, casa e jardim, produtos de saúde e beleza, brinquedos, roupas e bugigangas, além da prestação de serviços, como o armazenamento de dados de grandes empresas. Será que eles são capazes de também vender tinta virtual?
- O estado de Santa Catarina, que até a semana passada tinha uma das alíquotas de ICMS mais competitivas do Brasil, com benefícios muito vantajosos para os importadores e aliado a um mix de modais logísticos fantástico, com cinco portos e o maior número de empresas de transporte rodoviário dentre todos os estados, acaba de perder (com o fim da guerra fiscal) grande parte dos atributos que possuía para atrair a gigante a se instalar no estado.
Em médio prazo, quais são as consequências?
O aumento da cultura de gestão das empresas inseridas no varejo digital será a consequência mais qualificadora deste mercado, no entanto, para entendermos o impacto econômico que este movimento pode gerar, basta comparar o atual (e muito comemorado) volume de vendas de todas as lojas do varejo digital brasileiro em 2011 (18,7 bilhões de reais) com o volume da Amazon.com no mesmo período (48 bilhões de DÓLARES). Consegue imaginar?

Especificamente sobre a operação logística, há rumores de que a logística deve ser própria. Os maiores rumores são de que a gigante pode até vir a adquirir um grande operador logístico local. Ouvi falar que algumas das mais cotadas já estão se preparando para negociar.