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Coluna Inovação | A largada para desenvolver a economia criativa em Santa Catarina
03 de Maio de 2018

Coluna Inovação | A largada para desenvolver a economia criativa em Santa Catarina

Imagem: Daniel Coyle

Quem não quer desenvolver a economia criativa? A ideia de um mercado com base no capital intelectual, cultural e na criatividade como gerador de riqueza é algo tão sem contraindicações que parece argumento de campanha política.

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Ainda não é, mas poderia ser. Afinal, estamos falando de um setor que resultou em um faturamento de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015, de acordo com o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil” (disponível neste link), publicação lançada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em dezembro de 2016. Não é pouco dinheiro: o valor é equivalente à soma dos valores de mercado de marcas como Facebook, Zara e L’Oreal.

Ou seja, economia criativa não é papo de hippie ou de gente “sonhática”. Ela abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços em áreas das mais diversas como publicidade, design, moda, arquitetura, expressões culturais, patrimônio e arte, artes cênicas, música, mercado editorial e audiovisual, além de tecnologia.

Os trabalhadores criativos, em geral, são mais bem remunerados: o salário de quem trabalha nas quatro principais áreas da economia criativa (consumo, cultura, mídias e tecnologia) é, em média, R$ 6.270,00, ante R$ 2.451,00 da média dos empregados formais brasileiros, segundo o mesmo estudo.

Agora repito a pergunta do começo do texto mudando só um verbo: quem não quer trabalhar com economia criativa?

Bem, neste sábado (05.05) será lançado o SebraeLab, um hub focado em projetos de economia criativa em Florianópolis, em um evento que vai reunir mais de 50 palestrantes em quatro auditórios, workshops, espaço dedicado a games e exposição interativa de realidade aumentada. Os papos vão envolver negócios criativos e investimentos, inovação na Gastronomia, Direito, Moda e Comunicação, mulheres na Nova Economia, ocupação de espaços urbanos e mais uma pá de temas, a partir das 9h até as 18h (as inscrições estão abertas neste link)

A organização é do Sebrae em parceria com a Glóbulo, agência de branding que levantou a bandeira do desenvolvimento da economia criativa na região. A ideia, segundo o fundador da Glóbulo, Alex Lima, é fazer um grande mix de conexões envolvendo criadores, empreendedores, investidores e interessados em participar desse ecossistema.

Santa Catarina hoje é o quarto estado do país considerando a Indústria Criativa no PIB: o setor responde a 2,3% das riquezas produzidas no estado, atrás de São Paulo (3,9%), Rio (3,7%) e Distrito Federal (3,1%). Em outros estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, este mercado representa em média 1,8% do PIB local.

Considerando o potencial do mercado de tecnologia local, que por sinal é quem vem mantendo os principais eventos culturais (escrevi sobre isso aqui) dentro do setor privado, é bem possível ampliar esse percentual nos próximos anos a partir de novas conexões e projetos inovadores.  
 

Vistoria imobiliária digital

A Rede Vistorias, startup com sede em Florianópolis e que desenvolveu um sistema digital de vistorias imobiliárias com uso de aplicativos e armazenamento em nuvem, recebeu aporte de R$ 2 milhões da gestora catarinense de venture capital Bzplan, em parceria com a FIR Capital. A tecnologia pretende facilitar um mercado considerado pouco especialista e muito regionalizado no país.

A empresa começou em 2016, com a união do empreendedor Enrico Dias, atual CEO da Rede Vistorias, aos sócios Jonatan Hartmann Matschulat e Paul Eippert. Depois de começar com um aplicativo baseado em software, passaram a agregar metodologia e processos para gerar mais valor. A partir de então, a startup começou a desenvolver uma rede de franquias – hoje são 18 operando em seis estados – e uma nova tecnologia que permite a execução de vistorias padronizadas em qualquer lugar do país.

O mercado é considerável: no Brasil existem mais de 12 milhões de residências alugadas, com giro mensal de aproximadamente 400 mil locações. Os recursos do investimento serão investidos para expansão nacional e desenvolvimento de produto.

 

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