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Pesquisa inédita indica que maioria das notícias falsas no WhatsApp são transmitidas por grupos de família
26 de Abril de 2018

Pesquisa inédita indica que maioria das notícias falsas no WhatsApp são transmitidas por grupos de família

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O departamento Monitor do Debate Político no Meio Digital, do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, realizou uma pesquisa inédita para verificar quais os principais vetores de notícias falsas que se difundem pelo WhatsApp. Análise teve como base os boatos envolvendo o assassinato de Marielle Franco.

O estudo coordenado pelo professor Pablo Ortellado e pelo pesquisador Márcio Ribeiro foi feito com 2.520 pessoas através de um questionário online, e utiliza da mesma metodologia de um estudo israelense que investigou a origem de boatos via WhatsApp após o sequestro de três jovens na Cisjordânia, em 2014.

Segundo a análise, as notícias falsas mais propagadas no Brasil são amplamente compartilhadas em grupos de família.

Um dos boatos analisados na pesquisa afirmava que Marielle Franco, vereadora carioca assassinada no Rio de Janeiro em março, era ex-mulher do traficante Marcinho VP, do qual havia engravidado aos 16 anos.

Das 2500 pessoas entrevistas, 1.145 declararam ter recebido por WhatsApp variações de textos ou imagens trazendo essas informações falsas.

Das 916 pessoas que receberam o boato em formato de texto, 51% declarou ter recebido o conteúdo em grupos de família no WhatsApp, 32% em grupos de amigos, 9% em grupos do trabalho e 9% em grupos distintos ou em mensagens privadas diretamente de uma pessoa.

Entre as 229 pessoas que receberam a variação do boato em formato de foto, 41% também declarou ter sido através de grupos de família.

Apesar de detectar os padrões de distribuição das fake news, a pesquisa não abrange sobre a origem das mesmas.

Segundo Pablo Ortellado, professor que coordenou a pesquisa, “Pode ser apenas que existam mais grupos de família do que grupos de amigos ou de colegas de trabalho e os boatos tenham circulado igualmente em todos eles, mas, como há mais grupos de famílias, nosso estudo tenha apenas captado essa distribuição dos grupos”

A análise também demonstra que a maioria desses boatos circulam muito depressa e, no caso das mentiras sobre Marielle Franco, pouquíssimo tempo depois da divulgação de seu assassinato já estavam em propagação.

Clique na imagem para ampliar o gráfico elaborado na pesquisa:

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