CENP se posiciona sobre episódios de vazamento de dados de usuários de redes sociais
05 de Abril de 2018

CENP se posiciona sobre episódios de vazamento de dados de usuários de redes sociais

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O Conselho Executivo das Normas-Padrão-CENP manifesta em documento aprovado no final de março a sua crença no sistema de autorregulação ético-comercial como “instrumento hábil a prevenir e evitar desvios que coloquem em risco a segurança de dados privados de usuários de redes sociais”. O texto (leia mais abaixo) , evidencia que episódios recentes envolvendo vazamento de informações de usuários não devem desmerecer a importância da tecnologia aplicada às comunicações. Devem, porém, servir como alerta “sobre os riscos a que todos estão sujeitos num universo novo de comunicação”. Por isso, argumenta o CENP, todos os elos do mercado publicitário, inclusive as autonominadas empresas de tecnologia, “devem adotar formas de controle que assegurem o pleno entendimento por parte dos usuários dos conteúdos veiculados e que respeitem, em sua veiculação, o direito à privacidade dos consumidores”.
“O CENP entende que pactuar e acatar as normas que compõem a autorregulação ético-comercial (…) é a melhor opção para os agentes que exercem, de forma direta ou indireta, qualquer tipo de atuação no campo da publicidade, respeitando-se as legislações vigentes no país”, conclui o comunicado.

O documento foi aprovado pelo Conselho Executivo do CENP no final de março e será publicado nos próximos dias nos principais veículos de comunicação do país.

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DOCUMENTO
“O CENP, por decisão unânime de seu Conselho Executivo, vem a público reafirmar a crença no sistema de autorregulação ético-comercial praticado pela área de publicidade no país, instrumento hábil a prevenir e evitar desvios que coloquem em risco a segurança de dados privados de usuários de plataformas de redes sociais, com danos reais aos agentes do mercado publicitário e consumidores. Entende o CENP que os episódios recentes não desmerecem a importância da tecnologia aplicada às comunicações nas chamadas redes sociais, mas serve de advertência sobre os riscos a que todos estão sujeitos num universo novo de comunicação, razão pela qual todos os que dele participam – de agências de publicidade e seus clientes anunciantes às autonominadas “empresas de tecnologia” que atuam de forma comercial como veículos de divulgação – devem adotar formas de controle que assegurem o pleno entendimento por parte dos usuários dos conteúdos veiculados e que respeitem em sua veiculação, o direito à privacidade dos consumidores, que devem ter a opção clara de recusa às mensagens que não tenham sido solicitadas e/ou não sejam de seu interesse. O CENP entende que pactuar e acatar as normas que compõem a autorregulação ético-comercial, contribuindo  permanentemente com seu aperfeiçoamento, por ser instrumento de transparência, segurança e governança do mercado e que possui dinâmicas claras de atualização ao tempo no qual a ação publicitária é desenvolvida, é a melhor opção para os agentes que exercem, de forma direta ou indireta, qualquer tipo de atuação no campo da publicidade, respeitando-se as legislações vigentes no país.
São Paulo, 27 de março de 2018″
 

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