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Coluna Ana Lavratti: A sutil arte de enfrentar em vez de escapar
19 de Março de 2018

Coluna Ana Lavratti: A sutil arte de enfrentar em vez de escapar

Por Ana Lavratti 19 de Março de 2018 | Atualizado 19 de Março de 2018

Imaginem um lindo salão de festas,

com uma linda mesa de delícias,

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com lindas anfitriãs,

com lindos convidados,

reunidos por um lindo motivo…

 

Eu poderia dar detalhes, claro,

mas prefiro que cada um imagine,

certa de que ninguém vai acertar,

exceto quem estava lá…

na reunião de março do Nosso Clube do Livro.

 

Um espaço pra falar de literatura, da nossa postura,

escavar as cores do texto em preto e branco.

Sem tempo pra falar dos outros, porque a referência aqui não é

a amiga perfeita nem o vizinho rico nem o fulano que faz tudo errado.

Não é a amiga que faz tudo errado nem o fulano rico nem o vizinho perfeito.

 

Aqui, a festa não é desculpa pra “esquecer da vida”.

O livro que é desculpa pra parar, refletir, questionar,

se comprometer com a vida, com a evolução contida

num título que eu nunca ousaria escolher:

“A sutil arte de ligar o foda-se”, best-seller de Mark Manson.

 

E assim, enquanto as borbulhas se diluíam na taça do espumante,

aprendi a dissociar o instante,

distinguindo a culpa da responsabilidade!

O quanto é propulsor me concentrar no agora, no pra que, no como posso resolver,

porque sou eu a responsável por tudo o que acontece comigo,

em vez de me exaurir no passado, no por que, no que não é passível de mudar,

na ilusão de que não deter a culpa me exime de solucionar.

 

Entre os croissants de figo contraditórios, tão doces quanto salgados,

aprendi a discernir o círculo vicioso de um virtuoso. O que é muito curioso!

Em vez de sofrer por me impor a obrigação de estar sempre feliz,

(afinal nas redes a felicidade transborda em qualquer instância)

que tal me importar mais com o que detém real importância?

 

Grandes momentos, não raro, estão contidos em pequenos detalhes…

como as miniaturas de naked cakes, que guardam em si um bolo inteiro,

como um livro, que pode parecer leviano, mas é capaz de nos tornar livres,

pela mera lembrança de que estabelecendo novos parâmetros podemos

escolher os nossos problemas,

encolher o nosso sacrifício,

eleger as nossas lutas

e ver emergir o melhor de nós pela simples decisão

de enfrentar, voluntariamente, a escapar do encargo vigente.

 

 

 

Para ampliar as imagens do encontro de março do Nosso Clube do Livro, clique nas fotos da Galeria.

 

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