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“Olimpíadas do Rio – quem vai assumir a responsabilidade?”
21 de Janeiro de 2011

“Olimpíadas do Rio – quem vai assumir a responsabilidade?”

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Começamos o ano, literalmente, com um grande imbróglio internacional: a marca das Olimpíadas do Rio, lançada com enorme estardalhaço, é plágio. 

Mesmo que não seja (seu criador diz que nunca tinha visto a Allures…), a percepção – e é isso que conta – é de que foi feita mesmo uma, digamos,  “adaptação”. Acontece que não se trata aqui de um anúncio ou comercial de TV, em que uma agência acusa a outra, e tudo morre nas conversas de cozinha. Neste caso, a repercussão é mundial, trata-se de um dos dois maiores eventos internacionais e está implícito o prestígio do Brasil, que conseguiu o feito de sediar ambos numa mesma década.

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E agora, como ficamos? Quem vai assumir a responsabilidade? Quais as explicações? Quem selecionou os trabalhos apresentados? Que pesquisas foram feitas? E, apurada a verdade, se é que vai ser apurada, qual a saída?

Talvez o melhor seria pedir autorização à Allure para usar a sua marca. 

Aliás,uma saída de bastidor seria publicar uma “liberação” do site canadense, com data anterior à do lançamento, para uso de sua marca pelo COB e COI. (Por favor, entendam isso como ironia, embora maquinações iguais acontecem todo dia, e o mundo não fica sabendo…). 

Mas, a propósito, peço sua atenção para o que abaixo transcrevo:

“A Agência Edelman tem realizado (nos Estados Unidos) pesquisas importantes sobre temas relacionados ao mercado de trabalho global. Recentemente ela concluiu um extenso estudo, solicitando a um grupo representativo de pessoas que expressassem seu nível atual de confiança nos executivos corporativos e suas empresas.  Em pesquisas similares realizadas no passado, os entrevistados apontaram performance financeira e qualidade dos produtos como alguns dos atributos que influenciavam sua confiança nesses líderes. Desde o colapso econômico mundial entretanto, a importância desses fatores decresceu dramaticamente. As questões preponderantes agora, relatam os pesquisadores da Edelman, incluem práticas transparentes e honestas e ser uma empresa na qual se possa confiar.” 

Essa informação é de Maná da Segunda, newsletter que recebo todo início de semana, dirigida a empresários e executivos do mundo todo (www.cbmc.org).

Práticas transparentes e honestidade pressupõem explicações claras e convincentes. Que elas venham, no caso da logo das Olimpíadas, para que possamos corrigir a primeira grande mancada do ano. Se der para corrigir…

Isso, se o COB, o COI e o Brasil, como promotor do evento, quiserem ser considerados confiáveis.

 

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