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Jornalista brasileiro é preso na Rússia acusado de trabalhar sem permissão
31 de Janeiro de 2011

Jornalista brasileiro é preso na Rússia acusado de trabalhar sem permissão

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Na última sexta-feira (28), o jornalista brasileiro freelancer Solly Boussidan, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, foi preso por autoridades russas na cidade de Sochi, sob acusações de trabalhar sem permissão no país. 
 
Segundo o repórter, ele foi interrogado por 12 horas pelas autoridades russas logo após enviar ao "Terra Magazine" um relato sobre a cobertura televisiva do atentado a bomba no aeroporto de Moscou, que matou 35 pessoas na segunda (24). 
 
O governo russo determinou que Boussidan deve passar dez dias preso antes de ser deportado. O Itamaraty e a Alemanha – onde o repórter tem cidadania – tentam interceder para que ele deixe a Rússia o quanto antes, segundo informa o Estadão. 
 
Ainda que tenha se identificado como jornalista ao cruzar a fronteira, Boussidan não trabalhava em território russo. Estava, na verdade, em trânsito rumo à Armênia com um visto de turista. No entanto, por conta do atentado, o repórter decidiu trabalhar no relato para o Terra.
 
Dois dias depois, a polícia o prendeu em seu hotel. Em seguida, Boussidan foi levado a uma audiência com um juiz, que determinou sua prisão e uma multa de dois mil rublos (cerca de 65 dólares). O brasileiro foi encaminhado a um centro de detenção para estrangeiros na cidade de Adler, perto da fronteira com a Geórgia.
 
O jornalista teria ficado mais de um dia se comer e sob pressão para que assinasse documentos em russo e que abrisse mão da proteção consular brasileira.

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