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ACL promove palestra sobre o acordo ortográfico com um catarinense craque das letras
28 de Agosto de 2017

ACL promove palestra sobre o acordo ortográfico com um catarinense craque das letras

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por Carlos Stegemann, jornalista

Carinense de Siderópolis, Deonísio da Silva é um escritor que ultrapassa as fronteiras da produção literária. Artífice das palavras, o premiado autor de ‘Avante soldados: para trás’, um diferenciado relato da Guerra do Paraguai, mostra o quanto é divertido e encantador descobrir e aprender sobre a língua vernácula. Suas obras mais significativas nesta área são ‘De onde vêm as palavras’ e ‘A vida íntima das frases’. Tem colunas de etimologia na revista ‘Caras’ desde 2003 e na rádio BandNews FM (desde 2011), ao lado de Ricardo Boechat, além de passagens pelo Estadão, JB e Época. Doutor pela USP, aposentou-se pela Universidade Federal de São Carlos (SP) e é professor visitante da Estácio.

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O profícuo e bem-humorado intelectual estará em Florianópolis nesta quarta-feira, 29/08, para a palestra ‘O acordo ortográfico: impasses e soluções’, iniciativa da Academia Catarinense de Letras. 

Deonísio adiantou duas questões sobre a palestra, exclusivo para o ‘Acontecendo Aqui’: 

 

O que foi mais impactante no acordo ortográfico?

O Acordo Ortográfico mexeu na ortografia de cerca de duas mil palavras do Português brasileiro que está nos dicionários. Acho que o maior problema foi o hífen, que mereceu um volumoso livro do presidente perpétuo da Academia de Letras de Brasília, o gaúcho José Carlos Gentili – “A infernização do hífen”, em que rastreou o primeiro hífen da língua portuguesa. Mas a retirada do trema pelo Acordo resultou também em algumas dificuldades que eram, como as do hífen, dispensáveis.

Ele realmente foi necessário? Teremos outros pela frente?

Talvez o Acordo Ortográfico fosse necessário, mas não poderia ter sido feito da forma como o fizeram. O Árabe tinha 14 grafias, 14 modos de escrever as palavras, e também o unificaram. A unificação tornou-se uma exigência, sobretudo para a comercialização global. Mas no caso do Português levaram cerca de 20 anos em sua elaboração e consultaram poucos especialistas, antes e depois de ser assinado, em 1990. Ele é obrigatório desde janeiro de 2016, no Brasil. Antes seu uso era optativo.

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